| RESOLUÇÕES
DO 9º CONGRESSO DA CONAM
BRASÍLIA 26 A 28 DE MAIO DE 2005
Conjuntura
Nacional e Internacional
A
situação política teve grande importância
para o nosso Congresso, foi através da sua análise que
pudemos perceber o ambiente em que o nosso movimento desenvolverá
suas lutas, quais são as características predominantes
e assim acertar na nossa estratégia.
O cenário internacional está marcado pela política
desenvolvida pelos Estados Unidos. O presidente Bush ampliou a presença
do imperialismo norte-americano através da guerra e das intervenções
nos países. Usou a guerra no Iraque e no Afeganistão
para assegurar o controle de importantes recursos naturais, como o
petróleo, e ampliar a presença de tropas norte-americanas
em uma região considerada estratégica, ao custo de milhares
de vidas.
Agora após conseguir sua reeleição, Bush ameaça
outros países como o Irã, a Coréia do Norte e
Cuba com a mesma política. Para a América Latina, quer
implantar a força a ALCA (Área de Livre Comércio
das Américas), visando aumentar a dependência das economias
latino-americanas aos Estados Unidos. Essa proposta só não
se realizou devido a luta dos movimentos e a ação de
governos como o de Lula, Chávez e Kirchner e agora Tabaré
Vázquez, que procuram através do Mercosul construir
uma alternativa ao poderio norte-americano. Essa situação
na América Latina demonstra o crescimento da resistência
à política de Bush. O próprio Governo brasileiro
vem buscando construir um bloco junto a países importantes
na África, Ásia e na América Latina.
É preciso que os movimentos sociais ampliem as lutas de resistência
ao imperialismo, como já vem sendo feito através do
Fórum Social Mundial e das manifestações pela
paz. A guerra e a ALCA não visam a democracia e o desenvolvimento,
e atentam contra a possibilidade de construção de caminhos
alternativos ao neoliberalismo norte-americano. A CONAM deve continuar
participando dessas manifestações e ampliando a consciência
da população sobre o risco da política agressiva
de Bush.
No Brasil, a disputa política principal se dá nos rumos
que irá adotar o governo de Lula. As elites brasileiras não
se deram por vencidas com a derrota na eleição presidencial.
Lula assumiu o país em graves condições, fragilizado
pelo desmonte realizado no governo FHC, que privatizou estatais e
amarrou o país as políticas neoliberais acordadas com
o FMI. Nesse período o desemprego atingiu os maiores índices
da história, os salários perderam força e a economia
brasileira não conseguiu se desenvolver. Os direitos sociais
foram ameaçados e até restringidos. Lula está
começando a mudar esse quadro, porém a transição
ainda está longe de se completar.
As forças políticas conservadoras mantiveram boa parte
do poder político através dos governadores e de parcela
expressiva do Congresso Nacional e buscam de todas as formar fazer
com que o conservadorismo das classes dominantes criem instabilidades
permanentes no Governo Lula, tentam apagar da história os erros
cometidos por eles no passado e acusam o Governo como forma de impedir
o desenvolvimento de um projeto nacional de desenvolvimento. Buscam
se rearticular para retomar a presidência em 2006. Não
toleram o diálogo do governo com os movimentos sociais, a resistência
de Lula à ALCA, as políticas de retomada do controle
estatal sobre setores da economia entregues ao mercado por FHC. Bombardeiam
toda iniciativa progressista e avançada do governo. O sucesso
do governo de Lula depende de sua capacidade de avançar nessa
transição para um novo modelo de desenvolvimento, que
consiga romper as amarras do neoliberalismo e construir uma alternativa
de crescimento, valorização do trabalho e de direitos
sociais.
O Governo Lula tem apresentado avanços no campo da valorização
da participação social, na elaboração
das políticas públicas, através das várias
Conferencias que realizou, a própria criação
do Ministério das Cidades foi uma importante conquista, a realização
da Conferencia das Cidades fortalecida pela criação
do Conselho das Cidades, a reformulação de programas
habitacionais e a criação do Credito Solidário;
na ampliação de políticas publicas nas áreas
de cultura e esporte, com programas que repercutem na base do movimento
comunitário; na postura frente a ALCA; na política externa
de valorização da soberania nacional, na suspensão
do processo de privatizações, entre outras questões
que demonstram avanços em campos importantes do Governo Federal.
Entretanto acreditamos que é necessário avançar
nas mudanças, principalmente na mudança da política
econômica. Entendemos que existe uma disputa na sociedade e
dentro do Governo em relação a isso, uma parcela da
sociedade acredita que o Governo Lula não deve mudar em nada
a atual política econômica herdada do Governo FHC, enquanto
outra parcela, da qual nós compartilhamos das idéias,
acredita que estas mudanças são fundamentais para que
o país possa se desenvolver e construir o futuro tão
desejado por todos nós.
Precisamos somar esforços com os companheiros e companheiras
do movimento sindical na defesa de uma reforma sindical democrática,
que eleve a representatividade das entidades, contribua para a unidade
dos trabalhadores e garanta seus direitos. Também compreendemos
a necessidade de uma reforma política democrática, que
tenha como premissa a realidade partidária atual do país
e a valorização e fortalecimento dos partidos, base
para o aprimoramento da democracia.
Essa mudança não vai se dar sem luta política
e social. Os movimentos não podem ficar paralisados frente
ao governo, acreditando que esta disputa se dará somente dentro
do Governo Lula e nem adotar uma postura inconseqüente de oposição,
acreditando que este Governo Federal não joga nenhum papel.
O caminho é ampliar as lutas para que as mudanças se
realizem, ajudar a construir um ambiente favorável ao avanço
das mudanças.
Os
desafios do Movimento Comunitário
A CONAM ao longo dos seus 23 anos de história, sempre esteve
presente nos momentos importantes para o povo brasileiro, como exemplo
lutou pela democratização do país, por uma constituinte
soberana, pelo Fora Collor, na coleta de mais de 1milhão de
assinaturas para a emenda do primeiro projeto de lei de iniciativa
popular que cria o Conselho e o Fundo Nacional de Habitação
(passados mais de 12 anos, o projeto ainda está tramitando
no Senado Federal), esteve presente na Marcha dos 100 mil, na construção
do Fórum Nacional de Lutas e na oposição ao Governo
entreguista de FHC.
Hoje o Brasil vive um novo momento com Lula Presidente da Republica,
resultado de um processo político e de mobilização
que envolveu vários setores sociais e entidades, entre elas
a CONAM juntamente com suas filiadas que jogaram importante papel
na construção dessa vitória.
Porém, para que a esperança de mudança do povo
brasileiro se concretize nos rumos desse Governo, construindo um novo
projeto de desenvolvimento econômico e social com soberania
e participação democrática de amplos setores
da sociedade é necessário um processo de politização,
mobilização e organização dos brasileiros
e brasileiras, principalmente dos trabalhadores através de
suas entidades e organizações.
Para isso, assumimos como nosso desafio principal elevar a conscientização
dos movimentos nas lutas das organizações populares
e comunitárias, vinculando as questões especificas com
este objetivo mais geral. Também acreditamos ser necessário
que este 9º Congresso da CONAM aponte para o enfrentamento dos
seguintes desafios:
• Contribuir na construção e na luta por um projeto
nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho.
• Reafirmar a importância do movimento comunitário unido,
plural, democrático e autônomo.
• Fortalecimento da CONAM como organização do movimento
comunitário brasileiro.
• Ampliar da participação das entidades filiadas nos
processos de organização e realização
do Fórum Social Brasileiro e do Fórum Social Mundial.
• Ampliar e estreitar a sua relação com demais entidades
que defendem os interesses do povo brasileiro, fortalecendo a construção
da Coordenação dos Movimentos Sociais – CMS em todos
os Estados que atuamos.
• Construir uma ampla base de lideranças conscientes e combativas.
• Ampliar a participação das entidades filiadas nos
conselhos de elaboração e discussão sobre as
políticas publica nas áreas de política urbana,
moradia, saúde, saneamento, transportes públicos, segurança,
direitos humanos, esporte e cultura.
• Consolidar a relação com as Federações
Estaduais e Municipais contribuindo no seu fortalecimento.
• Estruturar a CONAM para garantir as condições necessárias
ao desenvolvimento das suas ações.
Balanço de atuação
O ultimo Congresso da CONAM foi uma demonstração da
inserção da entidade no movimento comunitário,
onde aprovamos como principal bandeira mobilizadora a luta pelo direito
à moradia vinculada ao conceito mais amplo de luta pela reforma
urbana, ou seja, a garantia da qualidade de vida do nosso povo. Com
esta resolução do 8º Congresso a CONAM intensificou
a sua participação na campanha pela criação
do Conselho e do Fundo Nacional de Moradia de Interesse Social, mobilizou
suas filiadas em todo o Brasil no processo da Conferencia das Cidades,
teve boa participação e com isso conquistou presença
no Conselho das Cidades com 10 conselheiros, sendo 5 titulares, e
também tem atuado no fortalecimento do Fórum Nacional
de Reforma Urbana.
Também participamos ativamente da luta em defesa do SUS, da
saúde pública com qualidade, através da nossa
presença no Conselho Nacional de Saúde com um titular
e dois suplentes e da participação nas Conferencias
Nacionais de Saúde.
Além da defesa destes direitos a CONAM tem inserção
nas lutas por educação participando da Campanha Nacional
pelo Direito à Educação; no esporte onde esteve
presente na 1º Conferencia Nacional dos Esportes compondo sua
comissão organizadora e no apoio aos programas desenvolvidos
pelas entidades filiadas; no transporte onde faz parte do Movimento
pelo Direito ao Transporte – MDT; na cultura valorizando e fortalecendo
a cultura popular e em outros espaços onde buscamos impulsionar
a participação popular na elaboração e
na luta por políticas públicas em todos os níveis
No campo da luta política a CONAM participa da Coordenação
dos Movimentos Sociais – CMS, do Fórum Brasil do Orçamento
– FBO e esteve presente em todas as edições do Fórum
Social Mundial, compondo este ano o seu Comitê Organizador.
Atualmente a CONAM tem como filiadas 26 Federações Estaduais
que congregam mais de 550 entidades municipais representando cerca
de 20.000 associações de moradores e sociedades de amigos
de bairro. Das quais reunimos durante o processo do 9º Congresso
mais de 13.650 entidades comunitárias.
A diretoria da CONAM teve reuniões periódicas onde,
além de encaminhar as ações e lutas da entidade
no seu dia a dia, elaborou e debateu coletivamente as suas posições
políticas que foram balizadoras da sua atuação
no período. Tivemos dificuldades em fortalecer as ações
do Conselho Nacional de Entidades Filiadas – CONEF, que se reuniu
até agora somente em 2004.
Plataforma
Frente ao balanço apresentado e os desafios colocados, o 9º
Congresso da Conam aprova a seguinte plataforma:
Política
Internacional:
• Fortalecer a luta pela integração dos povos da América
Latina, em articulação com a Frente Continental de Organizações
Comunitárias - FCOC.
• Pelo fim dos acordos com o FMI, que prejudicam o país.
• Pela suspensão do pagamento da divida externa para a realização
de uma auditoria.
• Apoio à política externa do Governo Federal que busca
fortalecer a soberania nacional, a integração da América
Latina e dos paises em desenvolvimento.
• Fortalecer a luta contra o imperialismo dos EUA, pela paz e contra
a guerra imperialista e a Alca, de forma ampla e unificada através
da Assembléia Mundial dos Movimentos Sociais, do Fórum
Social Mundial, e da FCOC.
• Buscar fortalecer e participar de articulações, fóruns
e eventos internacionais no sentido de unificar a luta urbana contra
o neoliberalismo, como por exemplo, a Aliança Internacional
dos Habitantes (AIH) e Fórum Urbano Mundial e a realização
do X Encontro da FCOC no primeiro semestre de 2006, tarefa assumida
pela CONAM.
Política
Nacional
• Fortalecer e construir a Coordenação dos Movimentos
Sociais – CMS nos Estados e participar ativamente da marcha à
Brasília no dia 22 de setembro.
• Lutar pela soberania e por um projeto nacional de desenvolvimento
econômico e social, com geração de emprego, valorização
dos salários, garantia dos direitos sociais e pelo fim da política
de juros altos.
• Lutar contra a independência do Banco Central.
• Garantia de que os investimentos públicos não sejam
considerados despesas e endividamento do Governo Federal.
• Lutar pela democratização do poder público,
participando na elaboração de políticas públicas.
• Fortalecer a nossa participação nos fóruns
de articulações das lutas sociais como o Fórum
Nacional de Reforma Urbana, o Movimento pelo Direito ao Transporte,
Fórum Brasil de Orçamento, Fórum Nacional de
Saneamento Ambiental entre outros.
• Total apoio a luta pela Reforma Agrária.
Reforma
Urbana e Moradia
• Lutar por uma reforma urbana que garanta de forma universal o direito
à moradia com qualidade.
• Defender investimentos públicos do Orçamento no financiamento
habitacional priorizando famílias com renda inferior a 3 salários
mínimos com uma política de subsidio e criação
de programas de auto-gestão.
• Pela implementação do Estatuto das Cidades, que define
a função social da propriedade, o combate à especulação
e a elaboração de planos diretores com ampla participação
popular.
• Lutar pelo fim dos despejos, contra a violência usada junto
ao movimento popular e pelo fim da criminalização das
lutas.
• Participação na Marcha da Reforma Urbana em Agosto
e mobilizar as entidades filiadas para a construção
dos Comitês Estaduais de preparação da Marcha.
• Fortalecer politicamente a nossa participação no Conselho
das Cidades, como importante instrumento de participação
e elaboração da política habitacional, garantindo
uma ampla mobilização no processo de realização
da 2ª Conferencia Nacional das Cidades.
• Lutar pela regularização das áreas irregulares
e pela aplicação da MP que dá o direito de concessão
de uso para famílias em áreas publicas.
• Lutar pela garantia de todos os direitos sociais conquistados na
constituição de 1998.
• Lutar por uma maior divulgação dos repasses federais
às Prefeituras e Governos Estaduais
• Revisão do sistema de financiamento da CEF.
• Que o Governo Federal supere as dificuldades para a implementação
do Programa Credito solidário e amplie os programas de financiamento
para população de baixa renda.
• Reforçar a participação da Conam e suas filiadas
na Campanha Nacional de Planos Diretores Participativos.
• Reforçar o Fórum Nacional da Reforma Urbana e contribuir
para seu desenvolvimento nos Estados.
Mobilidade
Urbana
• Lutar pelo direito ao transporte público com qualidade e
preço acessível.
• Por uma política de ampla mobilidade urbana.
• Integração entre os vários sistemas de transporte
público de massa.
• Lutar por uma política de ampliação do sistema
metro-ferroviario público em todas as regiões metropolitanas
do país.
Saúde
• Lutar pela defesa e ampliação do Sistema Único
de Saúde -- SUS.
• Lutar contra todo e qualquer tipo de terceirização
do SUS.
• Garantia da universalidade, equidade e integralidade dos serviços
de saúde.
• Pela regulamentação da Emenda Constitucional 29, que
regulamenta o financiamento da saúde pública.
• Valorizar as ações intersetoriais em saúde
como instrumentos de prevenção.
• Pelo fortalecimento dos Conselhos, locais, municipais e estaduais
de saúde.
• Fortalecer politicamente nossa participação no Conselho
Nacional de Saúde.
• Lutar pela inclusão das políticas públicas
em saúde Mental, com implantação de CAPS em todos
os Municípios do país.
• Defesa da abertura de concursos Públicos em todos os níveis
evitando-se a terceirização da Saúde;
• Lutar pela implementação em todo País do cartão
SUS.
Educação, Criança e Adolescente
• Lutar pelo direito à educação pública
e gratuita com qualidade em todos os níveis.
• Lutar pela ampliação e garantia de vagas na educação
infantil, no ensino básico, fundamental, médio e nas
universidades públicas e gratuitas.
• Pela realização da Conferencia Nacional de Educação
com ampla participação popular.
• Pela reformulação do Conselho Nacional de Educação,
visando ampliar sua representação.
• Pela defesa e implementação do Estatuto da Criança
e Adolescente - E.C.A.
• Aprimorar os mecanismos de implementação de cotas
para negros nas universidades.
• Priorizar e valorizar as gestões municipais no gerenciamento
do recurso público para a educação, com controle
social.
• Participação da Conam e suas entidades filiadas na
Campanha Nacional pelo Direito a Educação.
• Lutar pela instalação de escolas profissionalizantes
nos Institutos de Reeducação de Menores, em sintonia
com as diretrizes do ECA.
• Lutar pela valorização do profissional de educação,
denunciar a violência nas escolas e apoiar a luta por melhores
condições de trabalho dos educadores.
Universalização
do direito à energia
• Universalização do acesso à energia.
• Campanha pela redução das tarifas de luz e promover
uma campanha por um novo plano de tarifa social, que atenda a acamada
mais carente da população.
• Pela isenção do ICMS nas contas residenciais e redução
para a industria com contra partida social.
• Denunciar os cortes de energia elétrica por falta de pagamento,
com base no artigo 5º da Constituição Federal.
• Lutar pela criação de Conselhos Populares nas Agencias
Reguladoras como a ANEEL.
Saneamento
ambiental
• Lutar por uma política integrada de saneamento ambiental,
com investimento público e universalização dos
serviços.
• Lutar por uma política de coleta e tratamento do lixo e resíduos
sólidos que não coloque em risco a saúde da população.
• Pela universalização do acesso a água potável
e esgotamento sanitário.
• Participação da campanha em Defesa da Amazônia.
• Fortalecimento da Frente Nacional de Saneamento.
• Contra a privatização do Saneamento publico.
• Pela aprovação do Projeto de Lei de Saneamento Ambiental
encaminhado ao Congresso.
Direitos
Humanos e Luta contra todas as formas de discriminação
• Participar e apoiar todas as lutas pela igualdade entre homens,
mulheres, homossexuais, idosos, negros, portadores de deficiência,
entre outros grupos discriminados.
• Participar de campanhas e atividades de conscientização
buscando o respeito às diferenças de cada ser humano.
• Lutar pela moradia e contra o desemprego como forma de garantir
o direito básico do ser humano.
• Lutar contra a discriminação racial, de gênero,
idade e opção sexual.
• Pela valorização da participação das
mulheres em todos os espaços e pela criação de
mecanismos que viabilizem sua presença no movimento em todas
as instancias de direção das nossas entidades filiadas.
• Pela implementação do Estatuto do Idoso, Estatuto
da Igualdade Racial e produção de cartilha que trate
de temas como este e questões como a diversidade religiosa.
• Lutar pela inclusão social com geração de emprego
e renda, criação de espaços culturais, de esporte
e lazer e todas as políticas de inclusão social como
forma de combate à violência.
Esporte,
Lazer e Recreação
• Lutar por uma política de esporte, lazer e recreação
que sirva de instrumento na formação e inclusão
social.
• Desenvolver campanha pela abertura das escolas publicas à
comunidade aos finais de semana para prática de atividades
esportivas.
• Que a Conam reforce o elo entre as Associações e o
Ministério dos Esportes, buscando a ampliação
da parceria com o movimento comunitário.
Cultura, esporte e lazer.
• Lutar por uma política de cultura popular, como instrumento
de formação e valorização da cultura brasileira.
• Pela valorização e resgate da história de luta
do povo brasileiro.
• Pela ampliação dos programas federais que apóiam
e valorizam a parceria com o movimento comunitário.
• Criação de uma rede de cultura com as entidades associadas
à Conam, a fim de se realizar intercambio cultural a nível
nacional.
• Lutar pela construção de espaços culturais
nos bairros.
Democratização
dos Meios de Comunicação
• Pela democratização dos meios de comunicação.
• Pela valorização das rádios comunitárias
e pela realização de uma campanha reconhecendo os Estatutos
atuais das Associações de Moradores para a concessão
de rádios comunitárias.
A
Atualidade da luta pela paz
• Que a Conam intensifique a discussão sobre as questões
internacionais como a luta pela paz e contra a guerra imperialista
de Busch, mobilizando o movimento comunitário.
• Pela defesa da soberania dos povos.
Orçamento
Público e políticas sociais
• Capacitação do movimento comunitário para melhor
entendimento e acompanhamento do orçamento público
• Participar e fortalecer o Fórum Brasil de Orçamento,
como instrumento de acompanhamento e controle social dos investimentos
públicos.
• Lutar pela garantia de maiores investimentos nas áreas sociais.
• Lutar contra o contingenciamento de verbas nas áreas sociais.
A
organização e o fortalecimento da CONAM e suas filiadas
• Garantir mecanismos de fortalecimento e aprimoramento na relação
da CONAM com suas filiadas.
• Garantir material informativo da CONAM para a base do movimento.
• Regularização da contribuição financeira
das filiadas para com a CONAM.
• Realização de seminários, cursos, oficinas
como instrumentos de formação de lideranças comunitárias
em todo o País.
• Realização dos encontros regionais da CONAM como instrumento
de maior articulação das filiadas.
• Por uma política de finanças permanente.
• Montar um cadastro nacional com as entidades filiadas.
• Pelo fortalecimento das instancias de direção da CONAM.
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