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RESULTADO DA PESQUISA EM CONTROLE SOCIAL NO SUS E EM SANEAMENTO AMBIENTAL Eloísa
Gabriel dos Santos Áurea
Satomi Fuziwara Mauricléia
Soares dos Santos
RESUMO Este trabalho foi desenvolvido em 26 estados da federação brasileira, através da pesquisa participante, tendo como referencial a participação popular e o movimento social no Brasil. O tema gerador, definido pelas lideranças da CONAM, foi o diagnóstico de saneamento, e o ponto de partida, o levantamento da condição situacional. Os resultados obtidos mostraram um grau de participação, engajamento e formas de atuação das ações em saneamento e saúde pública nos órgãos: municipais, estaduais e federal. A avaliação foi processual e enriquecida com práticas do cotidiano da pesquisa. A pedagogia problematizadora, desenvolvida durante o processo educativo, contribuiu para a construção e a reconstrução crítica dos conceitos de promoção à saúde e de saneamento, assim como para a efetivação da construção, apropriação e socialização dos conhecimentos produzidos.
Introdução O controle e a participação das lideranças comunitárias e a suas vivências enquanto interlocutores das demandas advindas das suas comunidades sugerem questões ligadas aos encaminhamentos e atuações que se referem às ações desenvolvidas pelos órgãos de saúde e saneamento em seus estados, bem como para a CONAM entidade nacional do movimento popular e comunitário. As questões foram formuladas com base na inserção dos diretores da CONAM nos espaços de participação popular (conselhos, conferências, mobilizações e audiências) e a percepção do papel que as lideranças jogam no impulcionamento do Estado para que dê conta das solicitações e demandas da comunidade na qual atuam. Essa
responsabilidade social tomada pelas lideranças comunitárias
é, por vezes, revestida de uma dada racionalidade que, nesse
caso, está referendada pela vivência e experiência
social que indicam as ações sociais que devem ser desenvolvidas.
Procedimentos
Metodológicos Considerando que as discussões em torno dos cenários e das circunstancias são permeadas por processos intersubjetivos a técnica facilitou a identificação de realidades envolvendo as lideranças e os usuários dos serviços de saúde e saneamento. As discussões foram realizadas com diretores da CONAM em sua sede, localizada em SP, com o objetivo inicial de registrar-se diferentes formas de percepções das lideranças e dos diretores que iriam aplicar o questionário. As caracterizações prévias dessas percepções basearam-se em relatos orais de circunstancias vividas pelos diretores a cerca da participação popular e de relatos de exemplos vivenciados pelas lideranças em relação ao SUS, tratamento de água, esgoto e saneamento ambiental. Estes exemplos relativos a atuação como liderança comunitária em associações de moradores, federações e confederação, indicava o caminho a ser construído na confecção do questionário. Desse modo, optou-se por evidenciar as situações que foram julgadas relevantes aos objetivos da pesquisa, ficando diluídas as particularidades de cada campo, uma vez que estas não pareceram influenciar significativamente na forma de apreensão dos objetivos do projeto: Qualificação de Lideranças Comunitárias em Controle Social no SUS e em Saneamento Ambiental, projeto este realizado em parceria entre a CONAM e o Ministério da Saúde - FNS. Preliminarmente, foram realizadas 03 reuniões preparatórias com diretores da CONAM que executariam o projeto, durante o mês de fevereiro de 2006 e posteriormente no inicio do mês de março, realizamos apresentações da proposta aos diretores e lideranças comunitárias que iriam aplicar o questionário, onde esclarecemos a estratégia metodológica, assim como o caráter do estudo, obtendo assim, consentimento para o inicio da aplicação do questionário. Ainda no mês de março de 2006, foram realizadas 02 oficinas de aplicação do questionário na sede da CONAM, com o objetivo de tirar as duvídas referentes ao questionário bem como serviam de laboratório para a aplicação do mesmo. Embora o foco fosse levantar informações sobre o nível de participação das lideranças do movimento comunitário, os relatos dos diretores e lideranças da CONAM subsidiaram a compreensão dos diferentes campos de atuação e formas de relacionamento das lideranças da CONAM com o poder público. As oficinas foram realizadas nas capitais de 26 estados, sendo eles: AC, AL, AP, AM, BA, CE, ES, GO, MA, MS, MT, MG, PA, PB, PR, PE, PI, RJ, RN, RS, RO, SC, SP, SE, TO, e DF, dos quais o estado de Mato Grosso não entregou para a tabulação os questionários. O trabalho se desenvolveu através da pesquisa participante (PP), cuja abordagem processual de articulação de um conhecer e agir contribui diretamente para execução do questionário. De caráter dialético emancipatório, essa metodologia tem como princípio fundamental uma forma de participação onde todos os pesquisadores e pesquisados são sujeitos de um mesmo processo de exercício de cidadania objetivando transformação social. A forma de participação das lideranças foi do tipo colegiado, isto é, foram designadas por suas entidades e juntaram-se e envolveram-se ativamente na pesquisa, em um processo mútuo de aprendizado e de controle sobre o desenvolvimento dos trabalhos.
Aplicação do Questionário No total foram aplicados 947 questionários, correspondendo a 947 lideranças comunitárias e alcançando aproximadamente 117% das lideranças. Este alcance superou a perspectiva estimada no projeto em 17% a mais, pois o número de participantes estimulado era de 810 participantes. Por outro lado tabulamos apenas 897 dos 947 questionários, pois não recebemos os 50 questionários da oficina do Estado de MT, por tanto serão considerados os 897 questionários correspondentes aos 25 estados. Resultados
da Pesquisa Tabela 1
Gráfico
01
Gráfico
2
Na tabela 2 e gráfico3 estão os dados sobre a composição por idade das lideranças pesquisadas. A maior concentração de lideranças correspondeu à faixa etária de 35-40, 40-45, 45-50, 50-55 anos e os que não informaram sua idade (565 lideranças), em quanto a menor concentração ficaram entre as faixas etárias de 15-20, 20-25, 25-30, 30-35, 55-60, 60-65, 65-70, 70-75, 75-80 anos (332 lideranças). Tabela 2
Gráfico 3
A tabela 03 e gráfico 04 apresenta o resultado quantitativo das lideranças nas organizações, isto é: participação nas associações de moradores, união de moradia, federação de moradores, confederação de moradores, outros (movimentos, partidos, igrejas, ONGs e sindicatos) e os que não informaram. Este resultado desenha um quadro situacional que refletiu minimamente onde estão localizadas as lideranças, demonstrando que o maior número de lideranças pertencentes a organizações filiadas a CONAM, estão nas Associações e Uniões de Moradias. Nos revelando dessa forma o quanto é forte e atuante nas cidades as associações e uniões de moradores. Na tabela 3 e gráfico 4 estão os dados sobre a participação de lideranças por organização. A maior concentração de lideranças por organização correspondeu à Associação e União de Moradores (509 lideranças), em quanto a menor participação ficou na confederação (10 lideranças), sendo que as lideranças participantes nas federações, Outros (movimentos, partidos, igrejas, ONGs e sindicatos) e não informado registraram respectivamente (105 lideranças), (112 lideranças) e (181 lideranças). Tabela 3
Gráfico 4
As tabelas 04, 05 e 06 e os gráficos 05, 06 e 07 apresentam os resultados quantitativos da participação em conselhos, isto é a inserção das lideranças nos espaços de participação popular (conselhos, conferências, mobilizações e audiências). Este resultado desenha um quadro da importância que as lideranças da CONAM dão aos espaços de participação da sociedade civil, ou seja, atuam em 16 conselhos e disputam as políticas públicas através da participação popular feita pela sociedade civil organizada. Na tabela 4 e gráfico 5 estão os dados sobre a participação das lideranças em conselhos. A maioria tem uma atuação bastante expressiva nos conselhos (496 - 56%), ficando um percentual de (38%) dos que não participam e registraram (58 - 6%) que não informaram. Tabela 4
Gráfico 5
Tabela 5
Gráfico 06
Na tabela 6 e gráfico 7 estão os dados sobre tipos de conselhos que as lideranças atuam. A maioria das lideranças não informou em qual conselho atuam (394 lideranças), ficando a segunda maior atuação no conselho de saúde (240 lideranças).e registraram participação nos conselhos: idoso (09 lideranças), criança e adolescente (32 lideranças), habitação (65 lideranças), educação (37 lideranças), meio ambiente (17 lideranças), segurança (26 lideranças), assistência social (28 lideranças), energia (02 lideranças), mulher (36 lideranças), alimentação (08 lideranças), OP (16 lideranças), direitos humanos (03 lideranças), transporte (19 lideranças), contabilidade (01 liderança) e paz (04 lideranças). Demonstrando que mesmo com pouca atuação as lideranças de entidades filiadas a CONAM, tem uma participação pluralista nos conselhos, destacando que a maioria neste universo atua, no conselho de saúde. Nos fazendo avaliar inicialmente que é importante e necessário no país a saúde como política social universalista. Tabela 6
Gráfico 7 As tabelas 07 e 08 e os gráficos 08 e 09 apresentam os resultados quantitativos da participação nas conferências, isto é o resultado da mobilização feito por lideranças nos espaços das conferências, organizadas pelos governos municipais, estaduais e federal. Este resultado nos dar um quadro da participação das lideranças da CONAM nas conferências. Na tabela 7 e gráfico 8 estão os dados sobre a participação das lideranças em conferências. A maioria tem uma atuação bastante expressiva nas conferências (716 lideranças) participam ativamente, ficando (131 lideranças) não participaram e registraram (70 lideranças) que não informaram. Demonstrando que no processo democrático e no atual governo Lula, as conferências são importantes espaços de participação, propositura e elaboração de políticas públicas. Tabela 7
Gráfico 8 Na tabela 8 e gráfico 9 estão os dados sobre o âmbito de participação das lideranças nas conferências. A maioria participa expressivamente nas conferências municipais (586 lideranças) e em seguida as estaduais (493 lideranças), em quanto a menor participação ficou nas conferências nacionais (262 lideranças) e não informado registraram (160 lideranças). Destacando a importância da mobilização das conferências solicitadas pelos governos nas conferências de base. Tabela 8
Gráfico 9 As tabelas 09 e 10 e os gráficos 10 e 11 apresentam os resultados quantitativos da existência de comissão de saúde e dos serviços de saúde prestados nos estados. Este resultado nos dar um quadro da atuação do Ministério da Saúde - FNS e do Sistema Único de Saúde SUS nos estados. Na tabela 9 e gráfico 10 estão os dados sobre a existência de comissão de saúde nos estados. Na maioria dos estados existem, comissões de saúde (553 lideranças) e registraram não haver (124 lideranças), bem como (136 lideranças) não sabiam e (84 lideranças) não informaram. Destacando que a saúde é uma importante política social e que está ramificada em todo o Brasil. Tabela 9
Gráfico 10 Na tabela 10 e gráfico 11 estão os dados sobre serviços de saúde prestados pelo SUS. Os estados apresentaram a existência de equipamentos públicos de saúde, registrando os seguintes equipamentos: UBS (808 lideranças), Pronto Socorro (675 lideranças), Ambulância (692 lideranças), SAMU (636 lideranças), Hospitais (720 lideranças), Laboratórios (646 lideranças), Médico da Família (623 lideranças), Agente Comunitário (768 lideranças), Farmácia (542 lideranças), Distribuição de Remédios (724 lideranças), CRT (568 lideranças), Odontologia (665 lideranças) e (64 Lideranças) não informaram. Demonstrando numericamente que existem no Brasil uma equidade entre os serviços prestados pelo SUS. Tabela 10
Gráfico 11
As
tabelas 11, 12, 13, 14 e 15 e os gráficos 12, 13, 14, 15 e
16 apresentam os programas de controle social existentes e as reivindicações
do movimento comunitário para efetivação da participação
popular, distribuídos nos itens de atendimento, programas de
controle social, movimentos reivindicatórios, tipos de reivindicações
e quem promove. Este resultado nos dar uma análise dos programas
de controle social e do papel do movimento comunitário. Tabela 11
Gráfico 12
Na tabela 12 e gráfico 13 estão os dados sobre o programa de controle social. Os estados apresentaram a existência de programas de controle social registrando os seguintes programas: orientação (375 lideranças), educação sanitária e ambiental (363 lideranças), reuniões (660 lideranças), mutirões (310 lideranças), outros (194 lideranças), não sabe (58 lideranças) e (68 Lideranças) não informaram. Nos demonstrando que o controle social ainda está a quem do desejado, pois o maior programa de dialogo com a sociedade ainda é a reunião, deixando a ação com pouca prioridade, ou seja, ter uma intervenção mais direta com a sociedade, no sentido de executar as solicitações, precisa ter muito mais avanços nesta área. Tabela 12
Gráfico 13
Na tabela 13 e gráfico 14 estão os dados sobre a existência de movimentos reivindicatórios. Na maioria dos estados existem movimentos, bastante expressivos: (710 lideranças) existem movimentos, ficando (115 lideranças) que registraram não existir movimentos e registraram (72 lideranças) que não informaram. Demonstrando que a sociedade e o movimento comunitário, faz muito bem a sua parte no processo de exercício da cidadania, porém o poder público ainda precisa avançar. Tabela 13
Grafico
14 Na tabela 14 e gráfico 15 estão os dados sobre as reivindicações dos movimentos sociais. Os estados apresentaram a existência de reivindicações nas seguintes questões: ampliação (423 lideranças), melhorias (546 lideranças), outros (322 lideranças) e (122 Lideranças) não informaram, observando com estes números que as maiores reivindicações se encontram nos itens de melhorias e ampliação. Destacando que a ampliação dos serviços e melhorias dos existes, são reivindicações importantes, demonstrando que nas cidades não são necessárias grandes obras, mas sim uma manutenção de qualidade dos serviços prestados. Tabela 14
Gráfico 15
Na tabela 15 e gráfico 16 estão os dados sobre quem promove as reivindicações. Os dados apresentaram a existência dos seguintes seguimentos reivindicatórios: associações (579 lideranças), federações (279 lideranças), movimentos (371 lideranças), políticos (149 lideranças), igreja (189 lideranças), sindicatos (145 lideranças), outros (112 lideranças) e (101 Lideranças) não informaram, observando com estes números que as associações e os movimentos são os maiores interlocutores das reivindicações da sociedade o que demonstra a força que a CONAM tem no país. Tabela 15
Gráfico 16
As tabelas 16, 17, 18 e 19 e os gráficos 17, 18, 19 e 20 apresentam as questões sobre a existência ou não do tratamento de água, distribuídas nos itens de: estação, reservatório, campanhas e formas de divulgação por parte dos órgãos, municipais, estaduais e federais. Este resultado nos dar uma análise dos programas oferecidos pelos órgãos estaduais existentes nos estados. Na tabela 16 e gráfico 17 estão os dados sobre a existência de estação de água. Na maioria dos estados existem estação de água, sendo um número bastante expressivo: (756 lideranças) existem estação, ficando (100 lideranças) que registraram não existir estação de tratamento de água e (41 lideranças) que não informaram. Demonstrando que para as lideranças ligadas a CONAM existem estação de água potável. Tabela 16
Gráfico 17
Na tabela 17 e gráfico 18 estão os dados sobre a existência de reservatório de água. Na maioria dos estados existem reservatórios de água, sendo um número bastante expressivo: (732 81% de lideranças) existem reservatório, ficando (106 12% de lideranças) que registraram não existir reservatório de água e (59 7% de lideranças) que não informaram. Demonstrando que para as lideranças ligadas a CONAM existem estação de água. Tabela 17
Gráfico 18
Na tabela 18 e gráfico 19 estão os dados sobre a existência de campanhas. Na maioria dos estados existem campanhas para o tratamento da água, sendo um número bastante expressivo: (665 74% de lideranças) existem campanhas, ficando (150 17% de lideranças) que registraram não existir campanhas e (82 9% de lideranças) que não informaram. Tabela 18
Gráfico 19 Na tabela 19 e gráfico 20 estão os dados sobre as campanhas de divulgação. Os dados apresentaram a existência dos seguintes seguimentos espaços de divulgação: cartazes (547 25% de lideranças), palestras (376 18% de lideranças), radio, TV e jornais (466 22% de lideranças), visitas (460 22% de lideranças), outros (138 7% de lideranças) e (136 6% de Lideranças) não informaram, observando com estes números que os órgãos governamentais investem prioritariamente em cartazes e mídia escrita, falada e televisionada e visitas como meios de divulgação. Tabela 19
Gráfico 20
As tabelas 20 e 21 e os gráficos 21 e 22 apresentam as questões sobre a rede de esgoto, discutindo se existe cobrança e qual local se deposita o esgoto. Este resultado nos dar uma análise das políticas de saneamento e do conhecimento das lideranças sobre a existência das cobranças defendidos pelos órgãos estaduais existentes nos estados. Na tabela 20 e gráfico 21 estão os dados sobre a existência de cobrança da rede de esgoto. Na maioria dos estados existem cobrança da rede de esgoto, sendo um número bastante expressivo: (699 78% de lideranças) existem cobrança, ficando (154 17% de lideranças) que registraram não existir cobranças e (44 5% de lideranças) que não informaram. Demonstrando que a rede de esgoto é paga no Brasil, pela população. Tabela 20
Gráfico 21
Na tabela 21 e gráfico 22 estão os dados sobre os locais de depósito do esgoto. Os dados apresentaram a existência dos seguintes locais: rio (498 42% de lideranças), mar (180 15% de lideranças), lago (143 12% de lideranças), bahia (34 3% de lideranças), outros (225 19% de lideranças) e (102 9% de Lideranças) não informaram, observando com estes números que os órgãos governamentais investem prioritariamente em rede de esgoto, haja vistas que os rios, mares, lagos, bahias e outros são os locais para onde vai a rede de esgoto. Ou seja a discussão do meio ambiente ainda precisa ser enfrentado pela sociedade. Tabela 21
Gráfico 22
As tabelas 22 e 23 e os gráficos 23 e 24 apresentam as questões sobre a rede de saneamento, discutindo se existem obras e quem financiam. Este resultado nos dar um quadro dos investimentos em saneamento realizados pelos poderes públicos municipais, estaduais e federal e do entendimento se as lideranças tem conhecimentos de quem financiam. Na tabela 22 e gráfico 23 estão os dados sobre a existência da obra de saneamento. Na maioria dos estados existem saneamento básico, sendo um número bastante expressivo: (603 67% de lideranças) existem saneamento, ficando (205 23% de lideranças) que registraram não existir saneamento e (89 10% de lideranças) que não informaram. Tabela 22
Gráfico 23 Na tabela 23 e gráfico 24 estão os dados sobre quem financia o tratamento do esgoto nos estados. Os dados apresentaram a existência dos seguintes financiadores: governo estadual (341 33% de lideranças), governo municipal (273 26% de lideranças), Ministério da Saúde - FNS (156 15% de lideranças) e (277 26% de Lideranças) não informaram, observando com estes números que o maior investido é o órgão do governo estadual. Tabela 23
Gráfico 24 Comentários
e Conclusões A pesquisa desenvolvida, embora pontual, utilizando a metodologia da Pesquisa Participante, demonstrou a capacidade dos participantes quanto ao reconhecimento crítico e consciente do significado e da importância de política em saúde e saneamento como meta política de ação no setor. Recolocada a necessidade de saneamento ambiental, saúde e controle social no cotidiano das lideranças ligadas a CONAM, objeto e tema gerador da pesquisa, foram enfatizados, no decorrer das discussões, a abordagem intersetorializada e a participação de diferentes profissionais e do movimento social. As várias análises e discussões durante as oficinas, nos apontadas por um bom n onde foram respondidos os questionários que reforçaram que a resolução e/ou melhoria dos problemas situacionais de saúde, saneamento ambiental e controle social. Deve necessariamente anteceder as medidas técnicas de saneamento. Algumas intervenções, entre outras, apontaram que: "Saneamento é direito de todos, mas precisa união, organização para reivindicar". "Falta consciência e informação por parte da população, os agentes de saúde poderiam orientar casa a casa, pois muita gente, por exemplo, desvia para lavagem de roupa o cloro distribuído para o tratamento da água". Que existem poucas lideranças no controle social e poucos atuando. Esses argumentos diversos nos remeteram a três documentos importantes sobre elaboração de programas de saneamento. O primeiro (Simpson-Hebert, 1983) destacou a implantação de programas de suprimento de água e de outras medidas técnicas de saneamento em populações de baixa renda, acompanhada de atividades em promoção e educação em saúde. Os outros dois documentos (Ipea/Iplan, 1989, 1989a) situaram a problemática de saneamento no contexto de um desenvolvimento decorrente de concentração de renda e exclusão vinculada "às condições de vida e dia-a-dia da população...", requerendo uma abordagem integrada que inclui um conjunto amplo de conhecimentos. Esses documentos ressaltaram também que, para a implantação de projetos de saneamento, a participação comunitária e a educação em saúde como processos são imprescindíveis "antes, durante e depois". Referências BORTEF, G., 1984. Pesquisa participante: proposta e reflexões metodológicas. In: Repensando a Pesquisa Participante (C. R. Brandão, org.), pp. 51-81, São Paulo: Brasiliense. CONASEMS (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), 1990. Sistema Único de Saúde: Lei n. 8.080 de 19 de setembro de 1990. Publicações Técnicas, 2:6-7. Brasília: Conasems/Ministério da Saúde. PONTUAL, P., 1985. Educação Popular na Formação de Lideranças. Texto de Apoio Número 5. São Paulo: Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae (Cepis). DIAS, Maria Esther B. A Dialética do Cotidiano. SP, Cortez, SP, 1980. KOGA, Dirce. Medidas de cidades: entre territórios de vida e territórios vividos.São Paulo Cortez, 2003. KOWARICK, Lúcio (org.). As Lutas Sociais
e a Cidade, Paz e Terra, SP, 2000. COSTA, Teresa Hilda Bezerra e LIMA, Rochelly Euzébio de. Questões urbanas e Serviço Social. SP, Serviço Social e Sociedade, Ano XXV, Cortez, Especial 2004. ROLNIK, Raquel. É possível uma política urbana contra a exclusão. SP, Serviço Social e Sociedade, Ano XXIII, Cortez, Novembro 2002. |
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