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Enviada
02/12/2008 Movimentos
populares protestam por moradia http://www.diariodonordeste.com.br/materia.asp?codigo=593150
DIA DE
LUTA A suspensão das plenárias do Orçamento Participativo de Fortaleza, em 2009, para que todas as demandas aprovadas em 2005, 2006, 2007 e 2008 sejam cumpridas e concluídas. Foi a principal decisão tomada na reunião envolvendo comissão do Fórum Estadual de Reforma Urbana e representantes da Prefeitura. O encontro ocorreu no fim da manhã de ontem, depois de manifestação em frente à sede da Prefeitura de Fortaleza, por 120 moradores de favelas e áreas de risco da cidade. Eles participaram da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Urbana e pelo Direito à Cidade e levaram pauta própria de reivindicações com 17 itens. A jornada ocorreu ontem em vários municípios brasileiros. Em Fortaleza, a movimentação foi realizada na parte da manhã, em frente ao Palácio Iracema — por também constar pauta de reivindicações ao governo do Estado — e na sede da administração municipal. Os integrantes do Fórum também querem do governador Cid Gomes, a criação de Comitê Estadual para controle social dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado. O secretário-adjunto do gabinete do governador, Almicy Fernandes, recebeu a comissão de manifestantes e prometeu marcar encontro com o secretário da Cidade, Joaquim Cartaxo, e o chefe do gabinete, Ivo Gomes, para a próxima semana. Na avaliação da presidente da Federação de Bairros e Favelas, Gorete Fernandes, o Ceará, assim como o Brasil, nunca conseguiu tratar a habitação popular com a prioridade necessária. São 99 áreas de risco e 632 favelas em Fortaleza. "Isso significa 800 mil pessoas sem viver em condições dignas ou seja, um terço dos habitantes da Capital está em acesso de qualidade aos serviços básicos", afirma ela. Segundo a Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor), o déficit habitacional é de mais de 150 mil unidades. "O que é um número bem significativo e preocupante", ressalta a titular do órgão, Olinda Marques. "Também defendo itens como criação dos conselhos e mais recursos para a habitação", afirma. De acordo com o Fórum Estadual de Reforma Urbana, em todo o Brasil, 54 milhões de pessoas, o equivalente a 34,5% da população urbana, ainda vivem em condições inadequadas. Um em cada três brasileiros não tem condições dignas de moradia. Faltam sete milhões de moradias e 5 milhões de imóveis estão vazios, ociosos e subutilizados. "Milhares de famílias que ocupam prédios e terrenos que estavam vazios há anos aguardam pela regularização da posse e por investimentos públicos para tornar essas ocupações em moradias dignas", diz trecho do documento entregue, ontem, ao governo estadual e a Prefeitura de Fortaleza. ENQUETE Natalina Celestino É sim. Luto por isso há dez anos. Sou da área de risco às margens do Maranguapinho e quero morar dignamente. Maria dos Aflitos
dos Santos Para mim é tudo. Sou da comunidade do São Miguel e lá não existem boas condições de moradia. Luto por isso. Rita de Cássia
Luz de Oliveira Casa própria
é tudo de melhor. Sou do Conjunto Reviver, no Dias Macêdo,
e quero que a Prefeitura ajeite a situação. Famílias
moram nos prédios em ruínas |
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