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As quatro entidades que integram o Fórum e o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social – CONAM (Confederação Nacional das Associações de Moradores), CMP (Central de Movimentos Populares), UNMP (União Nacional por Moradia Popular) e MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Moradia) – destacaram nesta terça-feira (24) a importância da criação de uma lei específica que assegura investimentos para habitação popular no Paraná. “Na luta pela moradia, esse é um momento muito importante e um instrumento que precisa de muito trabalho ainda, mas que se torna um passo significativo em direção à democratização da moradia no Paraná e no Brasil”, disse a presidente da UNMP, Maria das Graças, sobre o projeto de lei do deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PMDB), aprovado em segunda discussão na Assembléia Legislativa. Gestão democrática - A representante da UNMP também destaca que é preciso, a partir de agora, definir as prioridades onde o problema é maior. “O novo sistema deve garantir vida nova principalmente para quem não possui nenhuma perspectiva de conseguir a casa própria, como quem vive em situação de risco e famílias de baixa renda, ou seja, pessoas que atualmente não estão sendo contempladas pelas atuais políticas habitacionais”. Carlos Maia, coordenador da CONAM afirma que o Governo Requião consegue, através da aprovação da lei, manter um diálogo aberto com os movimentos sociais, o que era praticamente impossível em governos anteriores. “O deputado Romanelli ouviu nossas reivindicações, alterou o projeto para poder ampliar a atuação dos movimentos sociais no novo sistema de habitação. Através dos instrumentos criados, a gestão do fundo se tornou mais democrático porque prevê a participação de todas as esferas da sociedade”.
A presidente do MNLM, Hilma de Lurdes, disse que a lei pode garantir meios para construir casas dignas para as famílias com renda até três salários mínimos como primeira prioridade e até cinco salários mínimos “nas seqüências da lutas”. “O déficit habitacional está ligado aos vazios urbanos subutilizados que desequilibra o acesso à moradia e impede a construção de uma sociedade mais justa e sem violência”. Sociedade cidadã - Hilda de Lurdes destaca ainda que o projeto aprovado pela Assembléia Legislativa ajuda a construir “espaços solidários” na sociedade. “As conquistas do povo precisam ser respaldadas numa nova sociedade cidadã que dialoga e constrói junto um mundo possível e melhor”. A
discussão junto aos movimentos populares, segundo Romanelli,
deixou o projeto muito mais democrático e justo. “Sempre será
fundamental a participação dos movimentos organizados
quando se está discutindo a criação de uma lei
de tamanha importância para todos, principalmente aos que passam
por muitas dificuldades para conseguir ter um lugar digno para morar,
o que infelizmente para muitos paranaenses pode levar uma vida inteira
de trabalho”. |
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