|
Enviada
16/12/2008
Movimento
Organizado derruba projeto de prorrogação dos Pedágios
no RS

A
governadora Yeda Crusius e seu secretário Daniel Andrade acabaram
de sofrer a derrota do ano com a retirada do projeto de prorrogação
dos contratos de pedágio.
Por unanimidade, os deputados gaúchos aprovaram
nesta terça-feira, 16 de dezembro, requerimento do Piratini retirando
o projeto que prorroga os contratos de pedágios até 2028
da ordem do dia. Embretado pela pressão popular e sem o aval
da União, o governo do estado teve que recuar e este ano a matéria
não será votada. Mas isto não quer dizer que a
disputa tenha terminado.
O projeto pode retornar no ano que vem. Por isso,
é importante que todos os setores que rejeitaram a intenção
que prorrogar contratos sem licitação permaneçam
atentos. Primeiro, para garantir que, se a matéria retornar ao
legislativo, pelo menos percorra o caminho de todos os projetos e seja
amplamente discutida em todas as comissões. Inclusive permitindo
a análise de outros modelos de pedagiamento, como o comunitário.
Segundo, para fiscalizar a situação das estradas, uma
vez que o adiamento da votação não interfere nas
obras previstas no Duplica-RS, já que o orçamento estadual
prevê R$ 450 milhões para as rodovias.
A CONAM, que era uma das entidades que ajudou a construir a mobilização,
junto com CUT, CTB, OAB-RS, Fórum de Conselhos Regionais de Desenvolvimento
e muitas outras entidades do Movimento Social Organizado. Para Pedro
Dias, Diretor de Tranporte e Mobilidade Urbana da CONAM e Vice-Presidente
da FEGAM, 'Este recuo significa uma significativa vitória da
mobilização popular. Foram feitas reuniões em diversos
municipios de diversas regiões do Estado e quem pagaria a conta
mais uma vez seriam as comunidades.' Os dirigentes das entidades abordaram
os deputados antes da entrada em plenário, onde muitos sairam
com adesivos da campanha contra a prorrogação. Diversar
lideranças comunitárias estiveram presentes. "O Estado
do Rio Grande tem a experiência do pedágio comunitário,
que alem do menor valor em relação a concessão,
reverte a maior parte do valor arrecadado para a própria região,
pois não visa o lucro e é administrado pelo Estado em
parceria com o Conselho Regional de Desenvolvimento (COREDE)",
salientou Getúlio Vargas Júnior, Diretor da CONAM e Vice-Presidente
da UAMPA.

|