| O Movimento Comunitário Gaúcho e a Democracia O Movimento Comunitário Gaúcho, reafirma nesta nota o seu permanente compromisso com a Democracia, que sempre norteou as nossas ações em nossos mais vinte anos de luta comunitária. Assim foi nossa luta pela liberdade democrática e a livre organização, desde as “Diretas Já!”, nas mobilizações e discussões da Constituição de 1988 e na regulamentação de seus artigos, no Fora Collor, nas mobilizações sociais e as lutas do povo brasileiro em geral. Nosso país vive um período de estabilidade econômica e com alguns problemas estruturais que ainda não foram resolvidas, ao mesmo que avançamos no aumento da participação popular, no controle social, na elaboração de políticas públicas e em um conjunto de outros instrumentos que garantem a participação da sociedade civil. Os movimentos sociais também avançam com a criação da Coordenação dos Movimentos Sociais – CMS. Nos surpreendeu muito a paralisação ocorrida no último dia 30, isto porque, coincidência da história ou não, ocorreu às vésperas dos 43 anos do golpe militar de 1964, fato que assusta o movimento comunitário brasileiro, pois, não existe valor maior para o movimento comunitário do que a democracia, com todas as suas limitações. Não queremos viver um ambiente que favoreça este tipo de prática política. Em nossa história sempre fomos parceiros e favoráveis a todas manifestações em defesa dos direitos e conquistas dos trabalhadores, mas, não podemos admitir que interesses de um determinado grupo, aliado com setores da mídia, que representam a elite burguesa mais atrasada, tentem dar um golpe desta forma. O superávit primário não pode gerar déficit social em áreas prioritárias e estratégicas como: saúde, assistência social, educação, habitação, saneamento, mobilidade urbana, enfim todos os meios para que construa uma reforma urbana justa e democrática, com desenvolvimento econômico sustentável.
Todos nós sabemos que na década passada as privatizações
foram traumáticas, para o Estado e para Sociedade. Podemos
citar como exemplo a Vale do Rio Doce, Setor de Energia, Telecomunicações
e etc. Qual interesse por trás desta crise: privatizar? Porto Alegre, 4 de abril de 2007. Valério
Lopes - CONAM |
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