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Enviada
25/08/2009
Minha
Morada: Lula e Binho apresentam maior programa de habitação
do Acre
Texto:
Edmilson Ferreira / Fotos: Gleilson Miranda e Sérgio Vale (SECOM)
21/08/2009
Na solenidade, Presidente e Governador realizaram entrega das chaves
para algumas das famílias beneficiadas
O
Presidente Lula e o governador Binho Marques realizaram nesta sexta-feira,
21, a
entrega da chave da casa própria para a seringueira aposentada
Narcisa Pacheco e a
diarista Iva Ribeiro Barros, que representaram as famílias selecionadas
para receber
uma casa do programa Minha Morada. Lula disse que o Acre está
sendo governado
"de uma forma tão extraordinária que poderia servir
de exemplo para outros Estados".
Simbolicamente, receberam a chave de suas novas moradas Raimundo Nonato
Ingles,
de Epitaciolândia; Edilene Barbosa Peixoto (Xapuri); Maria Antônia
da Silva (Mâncio
Lima); Raimundo Nonato Rodrigues (Cruzeiro do Sul); Paula Rodrigues
(Tarauacá) e
Francisca Izerlândia da Silva, de Rio Branco.
O
Minha Morada está destinando 10 mil unidades habitacionais para
pessoas de baixa
renda no Acre, e integra o programa do Governo Federal Minha Casa para
atingir a
meta. Também são parceiros da iniciativa agentes financiadores
como o Banco do
Brasil, o BNDES, a Caixa Econômica Federal, que assinou contrato
de adesão com o
programa do Estado, e o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC). O Minha
Morada é o mais amplo já realizado no Estado e estabelece
um novo paradigma na
política de habitação regional. Devido ao caráter
de referência do programa, o
Presidente Lula fez questão de viajar ao Acre para lançá-lo
ao lado do governador
Binho Marques.
Emocionada,
Narcisa Pacheco, uma das beneficiárias, agradeceu ao Presidente
Lula,
o Governador Binho Marques e o Prefeito Raimundo Angelim, pelo sonho
realizado.
"Estou muito feliz de estar aqui. Eu sofri muito no seringal, meu
marido morreu, fiquei
viúva, mas hoje é o dia mais feliz da minha vida porque
estou com a chave da minha
casa na mão".
Marques
assinou convênios com cinco prefeitos para ampliação
e descentralização do
Programa de Habitação de Interesse Social - Pró-Município.
Celebraram os prefeitos
de Epitaciolândia, Feijó, Manuel Urbano, Marechal Thaumaturgo,
porém o convênio
está garantido para vinte prefeituras. Participaram da cerimônia
lideranças políticas e
comunitárias do Acre; o secretário e Imprensa da Presidência
da República, Franklin Martins e o ministro das Cidades, Márcio
Fortes; além de autoridades como o senador Tião Viana
e o presidente do Fórum de Desenvolvimento Sustentável
do Acre e ex-governador Jorge Viana. "Parabéns a todos que
recebem estas casas. Parabéns ao governo do Estado e ao Presidente
Lula pelo esforço em realizar este programa", disse o ministro
Márcio Fortes.

Hoje é o dia mais feliz da minha vida porque estou com a chave
da minha casa na mão.
Narcisa
Pacheco - Beneficiária do Programa Minha Morada
As
casas do Programa Social de Habitação (PSH) são
construídas 100% com recursos do Governo do Acre. Sete famílias
de Assis Brasil, Xapuri, Epitaciolândia, Mâncio Lima, Cruzeiro
do Sul e Tarauacá receberam as chaves em nome das famílias
beneficiadas. Entre os contemplados pelo Presidente Lula estão
Antônia Sales da Silva, que morou vários anos seringal
Icuriã e depois mudou-se para a cidade de Assis Brasil.
O Presidente visitou o canteiro de obras do Conjunto Parque dos Sabiás,
onde o Governo do Acre constrói 90 casas. O prefeito de Rio Branco,
Raimundo Angelim, deu as boas vindas ao Presidente e disse que "milhares
de prefeitos neste país estariam hoje extremamente felizes. Nós
do Acre estamos muito contentes em receber Lula, o Presidente amigo
dos acreanos, que conhece a realidade de cada um dos nossos municípios".
Ao agradecer ao Governo Federal, Angelim dirigiu-se a Lula: "É
bom nós sermos gratos porque tudo o que temos de bom na cidade
de Rio Branco, tem a sua mão, o seu carinho", afirmou.

O
ex-governador Jorge Viana lembrou da ligação de Lula com
o Acre. "Quando Lula recebeu a notícia da morte de Chico,
Lula estava planejando uma viagem com a família, mas largou tudo
e veio para o Acre ficar com a gente naquele momento de sofrimento e
dor", disse. "O senhor, Presidente, está fazendo o
melhor gesto que pode se fazer para uma família, que é
dar uma moradia digna para quem precisa", completou. "Não
quero aqui dar as boas-vindas ao Presidente mas ao amigo que a gente
tem. É no Acre que Lula tem a convivência de um amigo,
de um irmão".
Para
o senador Tião Viana, o ato é histórico sob vários
aspectos mas principalmente por que conta com a presença de Lula.
"Este momento reflete algo muito bonito, de confiança no
País", resumiu Viana.
"Não tem nada mais agradável que receber a chave
de uma casa", diz Lula
O Presidente ressaltou as dificuldades de se realizar uma obra de construção
civil noAcre. "Este Estado só chegou aonde
chegou por muita paixão pelo povo do Acre", afirmou, lembrando
que seu governo vem se esforçando para levar os benefícios
sociais a todo o País, acabando com as desigualdades que por
centenas de anos foram a marca do Brasil. "As pessoas se deram
conta de que não é possível este país não
ter políticas para as regiões mais pobres. Tudo acontecia
na região centro-sul. Durante 500 anos o Brasil cresceu apenas
naquela ´tirinha litorânea´".
Lula
relembrou os tempos difíceis em que viveu em pequenos cômodos
com a mãe e seus irmãos, criticando duramente o preconceito
com as pessoas pobres ao mesmo tempo em que conclamou os brasileiros
a permanecerem de cabeça erguida diante do mundo porque os tempos
atuais são de desenvolvimento para todos. "Teve gente que
criticou que a gente estava fazendo ponte estaiada no Acre, dizendo:
ah, mas não precisa disso lá no meio do mato. Por que
lá em São Paulo tem ponte que é mostrada todo dia
na televisão ou em Brasília tem ponte bonita no Lago Paranoá
e aqui no Acre tem de ser feia, tortinha", disse, completando que
"se criou mania de que pobre não tem gosto". "Precisamos
quebrar esse preconceito", pediu.
Binho:
programa habitacional é um segundo PAC
O governador Binho Marques disse que o Minha Morada é a última
etapa do programa estadual de habitação e que no Acre
implementar
uma política de moradia é algo muito complexo. "Construir
no Acre é muito mais difícil que construir em qualquer
lugar do País. A mesma saca de cimento que se compra por R$ 18
no Mato Grosso no Acre é R$ 34", disse. "Nós
estamos mostrando um programa em andamento. Estamos entregando 158 casas",
informou.
Os elevados investimentos proporcionados pela política de habitação,
que chega a R$ 360 milhões é na avaliação
de Marques "um segundo PAC no Acre". "Estar no Governo
só existe um motivo e uma motivação, que é
a inclusão social", afirmou, lembrando que as obras do programa
de habitação geram 3.000 empregos em 55 canteiros espalhados
pelo Estado. Apenas em Rio Branco, disse Marques, são 44 canteiros.

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