| CONAM
juntamente com outras entidades da Coalizão Pela Moradia Popular
realizam a II Marcha pelo Direito a Moradia que reuniu cerca de 5
mil pessoas
O
ato ocorreu em frente ao Palácio do Buriti, sede do Governo
do Distrito Federal, para exigir moradia para os sem teto do DF e
entorno.
A
governadora Maria de Lourdes Abadia recebeu na manhã desta
terça-feira (25), no Palácio do Buriti, 15 representante
da II Marcha da Coalizão Pela Moradia Popular, acompanhados
pelo Deputado Federal Wasny de Roure, que foram reivindicar ao governo
do Distrito Federal a liberação de um terreno, de propriedade
da União, no Riacho Fundo II, cidade-satélite do DF;
o Fortalecimento do Programa de Associações Solidárias
e Garantia de Destinação das Áreas disponíveis
no DF para o programa; a Liberação imediata para as
associações e cooperativas de áreas do Governo
do Distrito Federal para habitação de interesse social;
a Participação das entidades da Coalizão Pela
Moradia Popular na Comissão que revisa o Plano Diretor de Ordenamento
Territorial – PDOT Conforme a Lei 10257/2001 do Estatuto da Cidade;
e que seja garantida a participação de representantes,
legitimamente eleitos, das associações de moradores
e associações habitacionais no Conselho de Habitação
do Distrito Federal. Enquanto mais de cinco mil manifestantes se aglomeraram
na Praça do Buriti, com alto-falantes, faixas e discursos,
os representantes da Coalizão pela Moradia Popular estavam
reunidos com a governadora.
O Diretor da CONAM, Risomar Carvalho, falando
em nome das entidades da Marcha reivindicou a Governadora Abadia celeridade
nos atendimentos habitacionais: “justificando que a população
que paga aluguel, não agüenta mais esperar, e que a única
solução seria partir para uma ocupação”
Risomar enfatizou ainda a necessidade de garantir a participação
de representantes de associações na composição
do Conselho de Habitação do DF.
A Governadora Abadia explicou que tem procurado
convencer as pessoas de que tem pouco tempo para cumprir uma agenda
imensa. “Estou determinando prazos e a reivindicação
de toda essa federação, das cooperativas de habitação.
Tem algumas coisas simples pendentes".
Ela explica que por essa razão tem pedido
a participação de deputados de outros partidos. “Queremos
com isso, justamente, contar com a ajuda deles para que possamos dar
mais agilidade e celeridade em todos esses projetos que estão
aguardando algumas definições, como licenças
ambientais, projetos urbanísticos, definição
da implantação da infra-estrutura. Estou pedindo urgência
para que todos nos ajudem e possamos atender todas as reivindicações
na área de habitação tão carente para
nossa população”, avalia.
A área que a Associação
Coalizão aponta, no Riacho Fundo II, seria destinada à
construção de 2.889 apartamentos e duas mil casas. A
Coalizão também pede terrenos no Gama e próximos
ao Catetinho. A secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação
do Distrito Federal (Seduh), Diana Motta, também participou
da reunião com integrantes da Coalizão.
O terreno é da União, que já
assinou convênio com o GDF para abrir o loteamento. A dona-de-casa
Margarida Cardoso está na lista para se mudar para a nova etapa
do Riacho Fundo II e participou ativamente da Marcha diz que o salário
mínimo do marido, servente de pedreiro, não dá
para sustentar os três filhos e pagar o aluguel, de R$ 130,
na Ceilândia.
“Todo mês é uma luta para pagar
o aluguel. Tem mês que não dá, só pagamos
a água e a luz”, conta Margarida Cardoso, dona-de-casa.
A secretária de Habitação
garante que, logo depois de publicada a doação da área,
o GDF começa a distribuição para as famílias
já cadastradas, todas com renda inferior a 12 salários
mínimos. “São famílias que já têm
inscrições nas associações e que muitas
vezes já têm inscrição na Secretaria. Mas
de qualquer modo, vão sofrer o processo de habilitação
pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação”,
explica Diana Mota, secretária de Habitação.
Diana disse ainda que a Secretaria estará
encaminhando ainda este semestre o projeto de lei de parcelamento
do solo urbano, para que essa disponibilização de terras
privadas seja feita o mais rápido possível. “Isso vai
ajudar no atendimento da demanda habitacional. É mais um recurso
que estamos adotando para reforçar e atender as pessoas que
precisam de habitação no DF”, afirma.
Quanto ao pedido de liberação
dos Editais para novos empreendimentos. A secretária Diana
da Motta disse que há seis meses a política habitacional
do Distrito Federal está suspensa por mandado de segurança
de uma das Associações que entrou na justiça
e outra do Ministério Público -- de inconstitucionalidade
da política habitacional que foi instituída em 1999,
dizendo que esta deveria ter sido instituída por lei e não
por decreto. Estamos a seis meses parados em função
dessas funções legais.
Após a audiência os representantes
das entidades fizeram os informes ao conjunto da companheirada que
aguardava debaixo de um sol escaldante mais o desejo de ter um lugar
para morar era maior do qualquer temperatura.
Risomar Carvalho – Diretor da CONAM
Juscelino Franca – Diretor da CONAM
Carlos Magno – Presidente da Famibre
Divino Candido – Vice-presidente da Famibre
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