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Enviada
12/06/2008
Manifesto
da CMS para o dia 19 de junho
Menos
juros, mais desenvolvimento.
Em defesa do Brasil e do povo brasileiro, vamos às ruas no próximo
dia 19 de junho, realizando em Brasília uma grande manifestação
em frente ao Banco Central. Por menos juros e mais empregos, por uma
reforma tributária que garanta justiça social; por uma
reforma agrária que dê terra a quem nela mora e trabalha;
por uma reforma urbana que garanta moradia digna à população
de baixa renda e combata à especulação imobiliária;
por uma reforma educacional, que amplie o financiamento público
e amplie a democracia e qualidade do ensino; por uma reforma política
que aprimore e fortaleça a participação popular,
colocando o povo como protagonista da sua própria história;
e da democratização dos meios de comunicação,
que em nosso país têm cada vez mais confundido liberdade
de imprensa com liberdade de empresa, manipulando, mentindo e criminalizando
os movimentos sociais.
De costas às necessidades do povo brasileiro, que cobra mais
recursos para a saúde, habitação, educação,
reforma agrária e urbana, o Banco Central, com o tucano Henrique
Meirelles à frente, mantém sua política monetária
de juros altos e elevado superávit primário. Assim, continua
assaltando os cofres públicos para transferir gigantescos recursos
da produção e do desenvolvimento nacional para o cassino
da especulação. É uma lógica perversa, que
atenta contra os interesses do país, pois cria um círculo
vicioso de juros altos, aumento da dívida pública, juros
altos, aumento da dívida...
Os gastos do governo federal no primeiro quadrimestre demonstram que
já foram sangrados do Orçamento - e pagos em juros e encargos
da dívida pública - nada menos do que R$ 44,441 bilhões.
Os números comprovam que o gasto com juros em apenas quatro meses
é imensamente superior a todos os investimentos previstos no
Orçamento da União de 2008, que mal chegam a R$ 40 bilhões.
A irracionalidade desta lógica fiscalista de Meirelles, mantida
pelo governo Lula, é facilmente comprovada: embora sangre o país
para manter em dia os pagamentos aos especuladores, os juros estratosféricos
elevaram a dívida líquida do setor público para
R$ 1,14 trilhões (41,2% do PIB) em março. Ou seja, quanto
mais o país paga, mais deve.
Como bem demonstra o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), o caminho do desenvolvimento é outro. Passa pelo fortalecimento
do papel indutor do Estado, pela garantia de contrapartidas sociais
para os investimentos com recursos públicos, pela indução
do crescimento com geração de emprego e distribuição
de renda.
Juntos, começamos a construir um novo tempo. Agora, com a nossa
unidade e mobilização, removeremos os obstáculos
que impedem o pleno desenvolvimento das imensas potencialidades de um
país rico, de um povo criativo, honesto e trabalhador, que merece
e vai ser sujeito de seu destino.
Vamos à luta e à vitória!

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