|
Enviada
12/02/2010 Manifestação na Prefeitura contra as enchentes em São Paulo
No dia 8 de fevereiro
2010 às 14 horas ocorreu na frente da Prefeitura Municipal de
São Paulo um ato de protesto pra buscar uma solução
ao problema das enchentes na capital paulista. A mobilização
foi organizada pelos Movimentos em Defesa dos Moradores Represados na
Várzea do Rio Tietê (principais atingidos), Chácara
três Meninas, Jardim Romano, Vila Aimoré, Jardim Seabra,
Jardim Noêmia e pela CONAM, FACESP, MDM, ou seja, todos os atingidos
pelas enchentes e áreas de risco do deslizamento da Cidade de
São Paulo. O ato queria colocar
na mesa da administração da cidade cinco pontos que precisam
ser resolvidos com urgência: 1-Desassoreamento
(limpeza) imediato do Rio Tietê, entre a barragem da Penha até
Itaquaquecetuba; 2-Abertura total
e ininterrupta da Barragem da Penha até o fim do REPRESAMENTO; 3-Indenização
dos móveis e utensílios domésticos; 4-Abertura imediata
de uma mesa de diálogo entre Estado/Prefeitura/Câmara Municipal/
Defensoria Pública e Movimentos Populares; 5-Política
Habitacional (uma casa por outra casa) nos lugares de despejo;
A vergonha foi ainda
maior quando os moradores foram recebidos pela guarda municipal e pela
tropa de choque com spray de pimenta no rosto e cassetete, como se,
em frente a todas essas problemáticas, eles não tivessem
o direito a reivindicar. Esta ação da polícia quebra
um dos principais direitos que deveria ser garantido por um estado democrático:
o direito a manifestar-se e querer que seus direitos sejam compridos.
Foi justamente o que não aconteceu. Os moradores desesperados
foram recebidos como bandidos ameaçados e intimidados pelas mesmas
forças de ordem que deveriam protegê-los e ajudá-los.
Os moradores não caíram na armadilha: continuaram a manifestar-se
do jeito pacífico que eles tiveram desde o início. Frente
este tipo de reação da polícia nasce uma pergunta
inevitável: será que o poder público quer aproveitar
da tragédia e da agonia da população para despejar
as comunidades e realizar obras faraônicas como o parque linear
do Tietê e o Rodoanel? Será que este tipo de obras serão
fundamentais na iminente campanha eleitoral? E será que entre
as obras da especulação imobiliária não
tem espaço para atender a população carente de
baixa renda, pobres, pessoas menos favorecidas? Se o projeto antes era
tirar os moradores da favela agora vai ser tirar a favela de baixo dos
pés dos moradores. Mas eles não contaram com a luta dos
movimentos sociais e a organização do povo. Horas depois
das manifestações o poder público juntamente com
as principais lideranças formou uma comissão para ser
recebida pelo secretário do Prefeito. Na mesa de negociações
entre os representantes dos moradores e do poder público o povo
teve uma vitória: conseguiu fixar uma audiência com o prefeito
Gilberto Kassab. O encontro está marcado para o dia 12/02/2010
(sexta-feira) ás 14 horas, na sede da Prefeitura, irão
participar as lideranças populares, os movimentos sociais e alguns
parlamentares. A luta pela moradia
não vai parar! Solidariedade aos
moradores atingidos pelas enchentes! Moradia digna já! |
|
|