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Enviada
11/02/2008 Lula recebe movimentos populares em audiência
Na manhã
do dia Quatro de fevereiro de 2009, o Presidente Lula recebeu em audiência
lideranças das quatro entidades nacionais que fazem a luta pela
Reforma Urbana - Confederação Nacional das Associações
de Moradores União Nacional por Moradia Popular, Central dos
Movimentos Populares e Movimento Nacional de Luta por Moradia. A reunião
durou quase duas horas e contou com a presença dos ministros
Luiz Dulci (SGP), Marcio Fortes (Cidades) e Paulo Bernardo (Planejamento),
alem das Secretárias Inês Magalhães (Habitação)
e Alexandra Rescke (SPU) e do Vice Presidente da Caixa, Jorge Hereda. A audiência
iniciou com o presidente afirmando que avaliava que vinha conversando
pouco com os movimentos especialmente sobre a destinação
dos recursos do SNHIS, reconhecendo que o Sistema e o Fundo foram criados
graças ao trabalho dos movimentos. Disse
que estavam preparando um conjunto de medidas para a habitação
que ainda não está completamente fechado e que este já
incorpora alguns elementos do Plano Nacional de Habitação.
Sobre as 1 milhão de casas anunciadas em Belém, o presidente
afirmou que estas Unidades Habitacionais deverão ser construídas
com uma diversidade de atores e que os movimentos são parte desses
atores. O governo quer alterar o formato dos financiamentos, especialmente
no que refere a taxa de juros e seguros. Manifestamos
ao Presidente a importância da audiência à tempos
esperada pelos Entidades e destacamos o papel estratégico da
Política habitacional na retomada do crescimento econômico
e no enfrentamento da Crise. Destacamos
também, a importância dos programas realizados em parceria
com os movimentos, como o Crédito Solidário e o Produção
Social da Moradia e a necessidade de ampliação de recursos.
Lula se comprometeu em viabilizar aporte de recursos para a continuidade
do Crédito Solidário. Os movimentos informaram que a paralisação
do PCS, seria desgaste para os Movimentos e que irão para rua
para garantir o andamento do Programa. Para
o Programa Social da Moradia estão garantidos R$ 150 milhões
para 2009 e R$ 150 para 2010. Os movimentos reivindicaram a ampliação
desse recurso para 500 milhões conforme já aprovado no
Concidades. Lula
também falou sobre sua preocupação com a qualidade
das moradias produzidas e o valor do metro quadrado, e ainda, enfatizou
muito sobre a necessidade de agilizar os processos e os Movimentos reforçaram
que a Autogestão tem construído casas mais baratas e de
melhor qualidade. Disse estar muito insatisfeito com os atrasos de obras
do PAC e com a falta de projetos. Em outro momento, disse que acredita
que a lei da assistência técnica pode ajudar a melhorar
esse quadro. A secretária
Inês Magalhães afirmou que estão preparando uma
proposta de "Carta Subsidio", já debatida no Plano
Nacional de Habitação, que facilitaria o acesso aos recursos
do FNHIS e que esta proposta será levada ao CGFNHIS. Sobre
a PEC da Moradia, Lula afirmou que o governo tem hoje pouca margem de
alocação de recurso já que muitos recursos são
vinculados para outras áreas. Acha muito difícil que a
proposta passe mas se colocou favorável a ela. Comprometeu-se
a discuti-la internamente no governo em especial com o Ministério
da Fazenda. Colocamos
a preocupação com o PL 3057 (sobre o parcelamento do solo)
e os pontos ainda divergentes, reforçamos a idéia da destinação
de um percentual para moradia popular em todos os novos parcelamentos.
O Presidente afirmou ter gostado da idéia e se comprometeu a
discutir o tema com parlamentares que estão trabalhando o tema.
Sobre a regularização fundiária disse que irão
apresentar uma nova proposta de programa. Sobre
o projeto de lei de mobilidade e a proposta do Sistema de Desenvolvimento
Urbano, o presidente não se manifestou. Sobre
a regulamentação da lei do saneamento, pediu para chamar
todos os atores do governo para superar as divergências e apresentar
uma minuta final com celeridade em parceria com o Conselho das Cidades. Sobre
as Terras da União, novamente cobrou agilidade da SPU e disse
que o Ministro da Previdência, José Pimentel, trouxe uma
lista de 300 imóveis do INSS que poderão ser comprados
pelo Tesouro e utilizados para habitação. A reunião
foi concluída com o compromisso do Presidente chamar os ministros
envolvidos nos temas colocados e dar um retorno aos movimentos em até
30 dias. O Ministro Dulci ficou encarregado de coordenar uma mesa de
negociação com os movimentos que deve se reunir periodicamente
e levar ao Presidente o que for necessário sua intervenção
e para superar os gargalos e agilizar os processos. Participaram
da reunião as seguintes lideranças: Bartíria ,Valério
e César (CONAM) Donizete, Matos e Evaniza (UNMP), Dito, Saulo
e Afonso (CMP), Edymar, Antonio José e Miguel (MNLM).
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