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Enviada 19/01/2010 Livros aponta entraves e avanços em políticas para jovens Faça
donwload dos livros:
O Ipea lançou
nesta terça-feira, 19, o livro Juventude e Políticas Sociais
no Brasil. A obra traz em suas 317 páginas uma apresentação
e profunda análise das políticas públicas voltadas
para os jovens. Durante o evento de divulgação da obra,
no auditório do Ipea em Brasília, o diretor de Estudos
e Políticas Sociais (Disoc) do Instituto, Jorge Abrahão
de Castro, falou sobre problemas que ainda acometem essa parcela da
população. "O comportamento
de risco leva à situação de risco. Podemos citar
drogas, violência, más companhias, iniciação
sexual precoce, prática sexual desprotegida, evasão escolar
e inatividade como problemas", afirmou Abrahão (foto). Por
jovem, entende-se a população entre 15 e 29 anos. Especialista
em educação, o diretor do Ipea disse que, nessa área,
os resultados não são bons. "Por exemplo, na faixa
de 15 a 17 anos, apenas 48% frequentam o ensino médio, sendo
que todos deveriam estar no colégio. Na faixa de 18 a 24 anos,
só 13% estão no ensino superior." Marcio Pochmann, presidente do Ipea, participou da mesa de divulgação do livro ao lado de Abrahão, do secretário nacional de Juventude, Beto Cury, e da coordenadora do Observatório da Juventude do Distrito Federal e Entorno, Leila Chalub Martins. "As políticas públicas para a juventude chegaram tarde no Brasil. Com a chegada da sociedade urbana e industrial é que a temática ganhou dimensão", declarou Pochmann. "Com essa publicação
e com a experiência brasileira, neste momento temos condição
de oferecer ao jovem brasileiro oportunidades muito melhores que no
passado." Ao comentar a relevância do livro do Ipea, o secretário nacional de Juventude falou sobre medidas adotadas pelo governo para melhorar a qualidade e o alcance da educação para a parcela jovem da população. "Temos tentado
fazer uma combinação de políticas públicas
estruturantes com programas específicos, se complementando. Por
exemplo, ao mesmo tempo em que o governo investe fortemente na ampliação
de universidades públicas, mantém o ProUni, que dá
bolsa pública em universidades particulares. Dos 600 mil bolsistas,
506 mil são jovens até 29 anos", explicou. Leila Chalub ressaltou
a importância de que a educação voltada para a juventude
seja modernizada. "A faixa de idade da juventude é a mais
afeita ao momento tecnológico. No entanto, o processo educacional
se nega profundamente a adaptar-se a isso, num conflito de gerações
interessante. Essa geração mais antiga se nega ao aprendizado
do novo", destacou a professora da Faculdade de Educação
da Universidade de Brasília (UnB). Beto Cury também agradeceu ao Ipea pela ajuda na formulação de políticas públicas. "Evidentemente que publicações como essa do Ipea, que apontam imprecisões, avanços e desafios a serem superados, servem de referência para nós que hoje estamos gestores públicos e para aqueles que virão", afirmou o secretário. O evento de divulgação
do livro - organizado por Abrahão, Luseni Maria C. de Aquino
e Carla Coelho de Andrade - ocorreu no auditório do Instituto
(SBS, Qd. 1, Ed. BNDES, Brasília) e teve transmissão on-line
pelos sites www.ipea.gov.br e www.agencia.ipea.gov.br. |
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