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Enviada
08/05/2009
Mais de 48 mil famílias estão desabrigadas no Piauí por conta das chuvas e elevação das águas dos rios. Em Teresina, capital do estado, 61 bairros foram atingidos, são mais de 3 mil famílias que tiveram as casas invadidas pela água. A Famepi denuncia que a falta de política de habitação nas cidades é a principal causa do alagamento de casas em período de chuvas. O presidente da entidade, Raimundo Mendes, diz que a falta de planejamento que prioriza atender as famílias de baixa renda gera sérios problemas.
“As pessoas de baixa
renda são obrigadas a construir casas em áreas de risco,
próximas aos rios e lagoas e o poder público não O diretor da Famepi, Dino Pereira, comenta que enquanto o poder público autorizar a construção de conjuntos habitacionais em áreas sujeitas a alagamento o problema vai continuar. “É preciso um bom planejamento, pois o bem maior de uma família é a moradia e quando a casa é destruída pelas águas, as pessoas não têm a quem recorrer”, analisa.
O vice-presidente da Famepi, Antonio Araújo, diz que as entidades estão se organizando para discutir seriamente esse problema. “A Famepi realiza ainda este mês o II Seminário Estadual de Habitação para propor soluções e contribuir com as políticas voltadas para essa questão”, informa. No Piauí
também é verificado alto déficit habitacional.
São 160 mil moradias em todo o estado e em Teresina o déficit
chega a 60 mil. Com esse programa do governo federal "Minha casa,
minha vida” está prevista a construção de 22 mil
casas. “Estamos atentos para que as próximas casas sejam construídas
em locais que ofereçam segurança e tenha os serviços
essenciais”, diz Raimundo Mendes. |
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