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Enviada
14/02/2008
O presidente da Famepi, Raimundo Mendes, explica que será solicitada uma audiência pública na Câmara Municipal, com a participação de autoridades municipais, estaduais, Ministério Público e entidades para que seja denunciada a situação de risco das pessoas que aproveitam os resíduos do lixão e que também sejam criados projetos de geração de renda para essas famílias. “Essa é uma situação antiga, que ainda não teve uma solução definitiva. As famílias precisam sobreviver e se submetem às situações de contraírem doenças e também contaminarem todos os membros da família porque levam os materiais para casa. É preciso que seja implantado o sistema de coleta seletiva do lixo”, diz. Para sensibilizar a população e as autoridades para esse problema, a Famepi convidou a imprensa para conhecer a situação das pessoas que catam lixo no aterro sanitário. Emissoras de TV, rádios, jornais e portais estiveram no local e noticiaram as denúncias e as reivindicações das entidades. Raimundo Mendes, presidente da Famepi, comenta que há algum tempo a entidade se preocupa com essa questão. “Nesta área funciona um núcleo do Projeto Segundo Tempo, que atende 200 crianças com idade entre 7 e 14 anos com prática de esportes e lanche. É uma iniciativa para evitar que os menores fiquem expostos à situações de risco, mas o poder público precisa fazer sua parte”, comenta, informando que a Famepi já apresentou projeto à Petrobrás para reciclagem de lixo que deveria ser implantado no bairro Areias, zona Sul, mas ainda não dispõe de financiamento para a execução. Estiveram na visita ao aterro sanitário representantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, do Conselho Tutelar de Teresina, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e presidentes de associações de moradores. |
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