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Enviada
02/09/2010
Segundo
o estudo realizado pela Fundação João Pinheiro
revela queda de 6 milhões para 5,572 milhões de moradias.
Leiam a materia
abaixo.
Bartira
Lima da Costa
Déficit
habitacional brasileiro é de 5,6 milhões
01/09/2010
Atualização do indicador confirma redução
de 450 mil moradias entre 2007 e 2008
A atualização do déficit habitacional no Brasil,
divulgada pelo Ministério das Cidades, confirma a queda do indicador.
O resultado final do estudo realizado pela Fundação João
Pinheiro revela queda de 6 milhões (indicador de 2007 atualizado)
para 5,572 milhões de moradias.
Desse total, 83% dos domicílios se localizam em áreas
urbanas. A maior concentração do déficit habitacional
- 96,6% do total - continuava abrangendo as famílias com renda
inferior a cinco salários mínimos.
"A pesquisa excluí pessoas que coabitam por razões
não financeiras", explica o ministro das Cidades, Marcio
Fortes de Almeida, referindo-se à alteração da
metodologia da pesquisa feita desde o levantamento
referente ao ano de 2007. "A redução do déficit
já mostra resultados da política habitacional do governo",
conclui.
Resultados preliminares do estudo "Déficit Habitacional
no Brasil 2008", divulgados em março passado, já
indicavam que o déficit havia caído de 6 milhões
para 5,8 milhões de moradias.
Déficit 2007
A queda do indicador
foi calculada em cerca de 450 mil unidades habitacionais. O déficit
de 6,2 milhões, divulgado no lançamento da edição
de 2007 do estudo, foi atualizado no estudo de 2008 porque a Contagem
Populacional que o IBGE realizou em 2007 indicou a necessidade de reponderação
dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(PNAD) de 2007, fonte do "Déficit Habitacional
no Brasil".
Conceito
Quatro elementos
compõem o cálculo do déficit: habitações
precárias, coabitação familiar, ônus excessivo
com aluguel e adensamento excessivo nos domicílios alugados.
São consideradas habitações precárias os
domicílios improvisados e os rústicos; a coabitação
familiar se caracteriza pela convivência de famílias na
mesma moradia por falta de opção; o ônus excessivo
com aluguel acontece quando mais de 30% da renda mensal de uma família
com renda familiar de até três salários mínimos
são destinados ao pagamento do aluguel; e o adensamento excessivo
nos domicílios
alugados quando mais de três pessoas dividem o mesmo dormitório.
Regiões
A maior parte do
déficit habitacional está concentrada na Região
Sudeste - 36,9% do total ou 2,1 milhões de moradias. A Região
Nordeste é a região com o segundo maior déficit
habitacional do país: 2 milhões de domicílios ou
35,1% do total.
Comparada às demais regiões, a Região Norte apresenta
o maior percentual do déficit em termos relativos - o déficit
de 600 mil unidades habitacionais corresponde a 13,9% dos domicílios
da região.
Domicílios vagos
De acordo com o
estudo, o Brasil tinha, em 2008, cerca de 7,2 milhões de domicílios
vagos em condições de serem ocupados e em construção.
Desse total, cerca de 5,2 milhões estão localizados em
área urbana.
Ministério das Cidades
Assessoria de Comunicação
61.2108.1602

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