| 23/11/2007
- 10h59
Déficit
habitacional fica em 8 milhões de residências em 2006
PublicidadeYGOR
SALLES
da Folha Online
O déficit habitacional brasileiro atingiu 7,964 milhões
de residências em 2006, segundo estudo realizado pela FGV (Fundação
Getulio Vargas), com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística), e divulgado nesta sexta-feira.
O estudo aponta que o déficit relativo (número de casas
existentes dividido pelo de casas necessárias para suprir a
demanda) atingiu 14,6% --um recuo de 0,3 ponto percentual sobre 2005.
Em termos absolutos, os Estados com os maiores déficits são
São Paulo (1,517 milhão), Rio de Janeiro (752 mil) e
Minas Gerais (632 mil). Em termos relativos, os maiores déficits
estão no Maranhão (38,1%), Amazonas (33,7%) e Pará
(33,5%). Os menores déficits relativos estão em Santa
Catarina (8,8%), Paraná (8,9%) e Espírito Santo (9,8%).
O estudo ainda mostra que, do total do déficit, 59% referem-se
a domicílios considerados "subnormais", sendo que
São Paulo e Rio são os Estados que reúnem a maior
parte das habitações nessa categoria.
O IBGE considera subnormal o "conjunto constituído por
um mínimo de 51 unidades habitacionais, ocupando ou tendo ocupado,
até período recente, terreno alheio, disposto, em geral,
de forma desordenada e densa e carentes, em sua maioria, de serviços
públicos essenciais".
O número de domicílios desse tipo no país hoje
é de 1,972 milhão.
Propostas
O Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção
Civil), a partir dos dados do estudo, lançou um movimento chamado
"Moradia para todos - Essa meta é possível",
com uma serie de propostas para um novo modelo de financiamento de
habitação popular.
"A partir desse modelo, temos todas as
condições de erradicar o déficit habitacional",
disse o presidente do sindicato, João Claudio Robusti.
No total, o sindicato tem 10 propostas, entre
elas o estímulo ao mercado secundário de hipotecas,
a diminuição da burocracia na aprovação
de projetos e concessão de crédito, criação
de novas modalidades de financiamento pelo FGTS e redução
da carga tributária incidente na construção de
casas populares.
Concordâncias
Segundo a secretária Nacional de Habitação, Inês
da Silva Magalhães, boa parte das propostas apresentadas pelo
sindicatos são viáveis. "Há muito mais concordância
do que discordância" em relação às
propostas para a habitação popular, disse a secretária.
Ela prometeu que o plano nacional de habitação sairá
no primeiro semestre de 2008, e deve incluir algumas das propostas
apresentadas na divulgação do estudo.
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