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Enviada
25/06/2010
Conselho
Nacional de Saúde e Ministério da Saúde realizam
IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Intersetorial,
entre 27 de junho e 01 de julho
Mais de mil e quinhentas pessoas, entre delegados, observadores e convidados,
são esperadas para a fase nacional da Conferência.
Após a realização de 359 conferências municipais,
204 conferências regionais e 27 Conferências Estaduais de
Saúde Mental, realizadas, de março a maio, com o envolvimento
de 46 mil pessoas de todo país, é o momento da etapa nacional
da IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Intersetorial
(IV CNSM-I), que será realizada em Brasília, entre 27
de junho e 01 de julho, no Centro de Convenções Ulysses
Guimarães.
Para esta fase, são esperadas 1520 pessoas, entre delegados,
observadores e convidados, que apreciarão e discutirão
os relatórios produzidos a partir das etapas anteriores da Conferência,
e votarão propostas, que serão reunidas em Relatório
Final, contribuindo para delinear as estratégias das políticas
públicas para a atenção à saúde mental.
A IV CNSM-I traz uma novidade: ela é intersetorial. Isto significa
que além de pessoas do campo da saúde (usuários,
prestadores de serviços, profissionais), participaram deste processo,
desde a etapa municipal, o campo dos direitos humanos, da ação
social, justiça, trabalho, educação, cultura, esporte.
O trabalho intersetorial poderá resultar num salto de qualidade
no debate da Reforma Psiquiátrica, que hoje, já num estágio
avançado - passados quase 10 anos da promulgação
da lei 10.216 - enfrenta novos desafios.
O tema da Conferência, "Saúde Mental - direito e compromisso
de todos: consolidar avanços e enfrentar desafios" é
discutido em todas as etapas a partir de três eixos estratégicos:
Saúde Mental e Políticas de Estado; Consolidar a Rede
de Atenção Psicossocial e fortalecer os movimentos sociais;
e Direitos Humanos e Cidadania como desafio ético e intersetorial.
Panorama da Saúde Mental no Brasil - Hoje a rede SUS conta com
diversos dispositivos para atender o paciente com transtorno mental.
Estão distribuídos em todos os estados brasileiros 709
CAPS I, 404 CAPS II, 46 CAPS III, 236 CAPS ad e 118 CAPS i, num total
de 1.513 serviços. Além dos CAPS, a Atenção
Básica, com apoio dos Núcleos de Apoio à Saúde
da Família (NASF), também oferece atenção
às pessoas com transtornos mentais. A rede de atenção
à saúde mental é diversificada, e também
envolve os hospitais gerais, os Centros de Convivência e as ações
de geração de trabalho e renda. Pessoas egressas de longas
internações em hospitais psiquiátricos recebem
o auxílio reabilitação psicossocial (através
do Programa de Volta para Casa) podem ser acolhidas e morar nas Residências
Terapêuticas.
A partir das diretrizes da Reforma Psiquiátrica e desde o marco
legal da Lei nº 10.216, a Área Técnica de Saúde
Mental da Secretaria de Atenção à Saúde
trabalha pela mudança do modelo de atenção, que
antes era centrado na internação em hospital psiquiátrico.
Atualmente, a maioria dos recursos do Programa são investidos
na atenção extra-hospitalar. Neste modelo, os pacientes
podem ser tratados em serviços abertos, com a garantia do direito
à liberdade e à participação de ações
na comunidade.
Quem são os usuários da rede - Estima-se que cerca de
3% da população geral, em todas as faixas etárias,
necessite de cuidados contínuos em saúde mental, em função
de transtornos mentais severos e persistentes: psicoses, neuroses graves,
transtornos de humor graves ou deficiência mental com grave dificuldade
de adaptação. Cerca de 9% da população geral,
em todas as faixas etárias, necessita de cuidados gerais em saúde
mental, na forma de consulta médica-psicológica, aconselhamento,
grupos de orientação, ou outras formas de abordagem, em
função de transtornos mentais considerados leves. Transtornos
graves associados ao consumo de álcool e outras drogas (exceto
tabaco) atingem pelo menos 10% da população acima de 12
anos, sendo o impacto do álcool dez vezes maior que o do conjunto
das drogas ilícitas.
Como
funciona a IV CNSM - I
A
IV CNSM-I têm três etapas: municipal, estadual e
nacional. As etapas municipal e estadual, a partir da discussão
de um temário comum, que é proposto pela Comissão
Organizadora Nacional da Conferência, realizam um processo
de escolha de delegados (tanto do campo da saúde como
do campo intersetorial) e fazem com que as ideias discutidas
nos municípios e estados cheguem - através de
delegação e relatórios - à próxima
etapa da Conferência. A última etapa é a
nacional, que reúne delegados de todos os estados e discute
os relatórios de todas as conferências estaduais
realizadas, produzindo um Relatório Final de recomendações
aos gestores do SUS. A IV CNSM-I, na sua fase nacional, terá
1200 delegados (que são aqueles que têm direito
à voz e voto), além de convidados (200) e observadores
(120).
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Conselho
Nacional de Saúde

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