| CONAM
DEFENDE:
DIA 23 DE OUTUBRO, VOTE SIM!
PELA PAZ, CONTRA A VIOLÊNCIA!
Reunida nos dias 03 e 04 de Setembro em São Paulo a diretoria
da CONAM – Confederação Nacional das Associações
de Moradores debateu o plebiscito a ser realizado dia 23 de outubro
e aprovou o apoio a campanha nacional pela proibição
da comercialização de armas de fogo em nosso País.
Veja alguns importantes argumentos que nos levam a essa importante
decisão:
A morte por armas de fogo é a principal causa de morte entre
a juventude brasileira. Dados da UNESCO e do IBGE mostram que em 1980,
30% dos jovens que morreram no Brasil foram assassinados. Em 2002,
este número passou a 54,5%. Entre 1993 e 2002 os homicídios
entre jovens de 15 e 24 anos cresceram 88,6%. Se tomado o total da
população do país, as armas de fogo são
responsáveis por cerca de 40 mil mortes ao ano, 40% deste total
são de jovens. Jovens homens morrem mais por arma de fogo do
que por acidentes de trânsito, AIDS, ou qualquer outra doença
externa.
Controlar as armas legais ajuda na luta contra a violência e
na luta contra o crime. Levantamento da polícia do Rio de Janeiro
mostra que 76% das armas apreendidas naquele Estado (1993-2003) são
fabricadas em território nacional e 30% destas tinham registro
legal. Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado
de São Paulo de 1993 a 2000 mostram que 100.146 armas foram
roubadas, furtadas ou perdidas, cerca de 14.306 ao ano. O que comprova
que as armas compradas legalmente acabam nas mãos de criminosos
seja por perda, roubo ou revenda.
A luta pelo desarmamento está indissociável da luta
contra a cultura da violência, faz parte da valorização
da vida em contraposição à sua banalização,
faz parte do respeito e resgate da dignidade humana e da construção
de uma cultura da paz.
O porte da arma não protege ninguém. Pelo contrário,
portar arma de fogo é um perigo latente. Famílias que
guardam armas em casa são vítimas de acidentes trágicos
envolvendo crianças e outros familiares. No Brasil, duas crianças
(entre 0 e 14 anos) são feridas por tiros acidentais todos
os dias.
A arma de fogo reforça o sentimento da impunidade, da virilidade
masculina, do machismo e de que os conflitos podem ser resolvidos
pela força e não através do diálogo entre
as pessoas, e, sobretudo de melhoria das condições de
vida dos pobres do Brasil. Portar armas de fogo transforma desavenças
banais em tragédias irreversíveis. Segundo dados da
divisão de homicídios da Polícia Civil de São
Paulo, as vinganças e crimes passionais são as primeiras
motivações para os homicídios entre pessoas que
se conhecem e que não possuem vínculo com práticas
criminosas.
Nos países em que há legislação de controle
de venda de armar de fogo e munição houve acentuada
diminuição de mortes e acidentes. Estudo da UNESCO aponta
que Austrália, Inglaterra e Japão estão entre
os países do mundo onde menos se mata com arma de fogo. Na
Austrália, 5 anos após a vigência de lei sobre
o tema, a taxa de homicídios por arma de fogo foi reduzida
em 50%. Entre as mulheres essa diminuição foi de 57%.
Enquanto isso, os países em que há liberdade de venda
de armas figuram entre os mais violentos do mundo. Os Estados Unidos,
por exemplo, é o 8º país mais violento do mundo.
No Brasil, após a vigência da Campanha do Desarmamento
(de agosto de 2004 a fevereiro de 2005), estudo do Ministério
da Saúde mostrou que as internações por lesões
com armas de fogo diminuíram 10,5% no Rio de Janeiro e 7% em
São Paulo.
Em dezembro de 2003, foi sancionado o Estatuto do Desarmamento - lei
nº 10.286, que é uma lei que desarma o criminoso, dando
à polícia meios para aprimorar o combate ao tráfico
ilícito de armas. Pela nova lei, todas as novas armas serão
marcadas na fábrica, o que ajudará a elucidar os crimes
e investigar as fontes de contrabando. Para evitar e reprimir desvios
dos arsenais das forças de segurança pública,
todas as munições vendidas para elas também serão
marcadas. A implementação do Estatuto em sua totalidade
é um dos principais instrumentos que a sociedade possuí
para desarmar os bandidos.
A proibição do comércio de armas de fogo e de
munição, isoladamente, não será capaz
de solucionar o problema da criminalidade, mas junto com outras ações
é um passo importantíssimo. É preciso desenvolver
políticas públicas para diminuir as desigualdades sociais
em nosso país. Políticas de inclusão social,
de geração de emprego e renda, universalização
do acesso à Educação e à Saúde,
amplo acesso à Cultura, ao Esporte e ao Lazer, como instrumentos
de formação e de promoção da igualdade
social.
Nesse sentido solicitamos às lideranças comunitárias
do nosso País que se envolvam na campanha do SIM pelo voto
no nº 2. Afinal nossa juventude e os trabalhadores precisam mesmo
é de Educação, Esporte, Lazer, Saúde,
condições dignas de moradia, emprego e salário
digno.
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