BOLETIM N º 4

Marcha Nacional da Reforma Urbana e pelo Direito à Cidade

A MARCHA DA REFORMA URBANA FOI VITORIOSA!

A Marcha Nacional da Reforma Urbana e pelo Direito à Cidade realizada nos dias 15 e 16 de agosto de 2005, em Brasília, ficará na história do movimento urbano brasileiro. Iniciativa dos movimentos sociais CONAM – Confederação Nacional de Associações de Moradores, MNLM – Movimento Nacional de Luta pela Moradia, UNMP – União Nacional por Moradia Popular e CMP – Central de Movimentos Populares, do Fórum Nacional de Reforma Urbana – FNRU e da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental – FNSA, a Marcha conseguiu sensibilizar a sociedade e o poder público, garantindo conquistas importantes na promoção do direito à cidade.

Partindo de um diagnóstico que indica que as cidades brasileiras expressam as graves desigualdades sociais da sociedade brasileira. São milhões de famílias que não têm acesso à moradia e, quando têm, moram em condições inadequadas. Os dados oficiais apontam mais de 07 milhões de famílias sem casa e mais de 12 milhões que moram de forma precária, em áreas sem infra-estrutura urbana e saneamento ambiental e 83 milhões não são atendidos com pelo menos um dos serviços públicos (água, esgotamento sanitário, coleta de lixo e energia elétrica). Este quadro é fruto de um processo de urbanização intenso, desigual, injusto e insustentável, (mais de 80% da população brasileira hoje é urbana) ocorrido ao longo dos últimos anos e ainda em curso. Essa urbanização serviu e ainda serve às necessidades de uma minoria, enquanto a cidadania é negada à maioria da população, prevalecendo a segregação urbana e a exclusão sócio-econômica, que atinge principalmente as mulheres, os negros, as crianças e os idosos. Além disso, a atual política econômica baseada na manutenção das altas taxas de juros e obtenção de altos índices de superávit primário, tem beneficiado o capital financeiro e reproduzido as desigualdades sociais, sendo incapaz de geral um novo modelo de desenvolvimento econômico e social.

A Marcha Nacional da Reforma Urbana e pelo Direito à Cidade foi organizada com o objetivo de mobilizar a sociedade e poder público para a necessidade de colocar a questão urbana no centro da questão social brasileira. Para isso, buscou-se apresentar ao governo federal uma agenda de políticas públicas que garantam a efetivação do direito a cidades socialmente mais justas, democráticas e sustentáveis.
A Marcha conseguiu mobilizar delegações em 17 estados da federação (São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Pará, Goiás, Ceará, Paraíba, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Paraná, Tocantins, Bahia, Sergipe, Espírito Santo e Rio Grande do Norte) e o Distrito Federal, reunindo 5.000 pessoas em Brasília em um ato público no dia 15 de agosto. No dia 16, a Marcha se juntou a manifestação da Coordenação dos Movimentos Sociais e realizou um ato com 20 mil pessoas por mudanças na política econômica, apuração das denúncias de corrupção e apoio a institucionalidade democrática.

A coordenação da Marcha conseguiu agendar audiências com o Presidente Lula, com o Ministério das Cidades, com o Presidente da Câmara dos Deputados e com diversos ministros de estado para apresentar a plataforma da Marcha e discutir uma agenda de diálogo em torno da promoção do direito à cidade.
O resultado da Marcha foi muito positivo, cabendo destacar dois pontos. Primeiro, o movimento da reforma urbana mostrou sua capacidade de mobilização social e saiu fortalecido nacionalmente. Segundo, o movimento da reforma urbana conseguiu discutir sua agenda com o governo federal, que assumiu diversos compromissos reivindicados pelo movimento da reforma urbana.

O resultado da Marcha foi muito positivo, cabendo destacar dois pontos. Primeiro, o movimento da reforma urbana mostrou sua capacidade de mobilização social e saiu mais unido e fortalecido nacionalmente. Segundo, o movimento da reforma urbana conseguiu ampliar sua incidência e diálogo junto ao governo federal, alargando seu espaço de intervenção para além do Conselho das Cidades e do Ministério das Cidades, através do envolvimento do conjunto do governo federal, que por meio de diversos ministérios e secretarias nacionais receberam a Marcha da Reforma Urbana e discutiram a plataforma apresentada.

Agenda de Audiências da Marcha Nacional da Reforma Urbana e pelo Direito à Cidade:
1. Audiência com o Ministro das Cidades
A Marcha Nacional da Reforma Urbana (30 pessoas) foi recebida pelo Ministro das Cidades, Marcio Fortes, pelo Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e por toda equipe de secretários do Ministério das Cidades. Depois de apresentada a plataforma da Marcha, ficou acertado que as respostas do governo as nossas reivindicações seriam oficialmente anunciadas na audiência com o Presidente Lula.

2. Audiência com o Presidente Lula
A audiência com o Presidente Lula foi acompanhada pelo Ministro das Cidades, Marcio Fortes, pelo Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e pela equipe de secretários do Ministério das Cidades, Aberlado de Oliveira, Raquel Rolnik, Inês Magalhães e José Carlos Xavier (Grafitti).

A Marcha Nacional da Reforma Urbana e pelo Direito à Cidade (30 pessoas) foi recebida pelo presidente Lula. Na audiência quatro representantes da marcha expuseram os principais pontos da Plataforma e ouviram dos ministros Marcio Fortes, Paulo Bernardo e do Presidente Lula as respostas aos pontos levantados. Na audiência o Presidente Lula afirmou a importância de consolidar o Conselho das Cidades, a prioridade das políticas de habitação e saneamento, e finalizou sublinhando que a questão mais gratificante é verificar o avanço do movimento popular e sua capacidade de incidir nesse governo.

Compromissos assumidos:
No âmbito da gestão democrática e participativa das cidades
a) A continuidade do debate sobre a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano. O Ministério das Cidades e o Presidente Lula assumiram o compromisso de continuidade ao processo de conferências municipais, regionais, estaduais e da 2ª Conferência Nacional das Cidades.

b) O fortalecimento do Conselho Nacional das Cidades. O Ministério das Cidades se comprometeu a apresentar um documento propositivo ao Conselho das Cidades abordando a questão da sua institucionalização, de forma a garantir a sua definitiva regulamentação com caráter deliberativo, valorizando e estimulando a gestão democrática.

c) A continuidade da Campanha do Plano Diretor Participativo. O Ministério das Cidades assumiu o compromisso de continuidade da Campanha Nacional do Plano Diretor Participativo.
No âmbito da moradia digna para a população com renda de 0 a 5 salários mínimos.

d) A regulamentação até setembro da lei 11124/05, que cria o Fundo (FNHIS) e o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social. O presidente Lula, o Ministro das Cidades e o Ministro do Planejamento assumiram os compromissos de (i) entregar na próxima reunião do Comitê Técnico de Habitação do Conselho Nacional das Cidades (23/08/2005) uma proposta de regulamentação do Fundo, que será apreciada na reunião plenária do Conselho de setembro; (ii) assegurar para 2006, 600 milhões do Orçamento geral da União e mais 350 milhões do FAS – Fundo de Ação Social, totalizando 950 milhões para o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social.

e) A destinação das terras vazias e dos prédios desocupados ou parcialmente ocupados da União para habitação de interesse social. O Ministro das Cidades assumiu o compromisso de destinar 14 imóveis de propriedade da União para beneficiar com moradia 2594 famílias no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo e de reformar 07 prédios do INSS para beneficiar com moradia 950 famílias, totalizando 3.477 famílias de baixa renda com habitação.

f) A implementação de uma Política Nacional de Prevenção a Despejos Forçados. O Ministro das Cidades se comprometeu a constituir um grupo de trabalho formado pelo Ministério das Cidades e pelo Ministério da Justiça para estudar e dar encaminhamento ao tema.

g) A continuidade do Programa Crédito Solidário com a mudança das regras atuais. Apesar de haverem novos avanços, o Ministro das Cidades ressaltou o compromisso com as regras de criação do Fundo Garantidor e do Fundo de Aval, como instrumentos que permitam o acesso ao crédito para a população de baixa renda no âmbito do programa.

No âmbito da regularização fundiária
h) A Assistência Técnica e Jurídica Gratuita para População de Baixa Renda. O Ministro das Cidades assumiu o compromisso de realizar um curso à distância com a PUC Minas e de promover um seminário de capacitação sobre o tema. Além disso, o presidente Lula registrou que nos últimos 31 meses o governo já regularizou 509 mil títulos e que a meta é regularizar mais 500 mil títulos de propriedade até o fim de 2006.

i) Regularização das Terras dos Quilombos. O Ministro das Cidades reconheceu a importância do tema, mas disse que as decisões relativas ao Maranhão e à Bahia ainda dependem de parecer jurídico.

No âmbito do saneamento ambiental e dos serviços públicos
j) A aprovação do projeto de lei (PL 5296/05) que cria a Política Nacional de Saneamento Ambiental. O presidente Lula e o Ministro das Cidades reafirmaram o compromisso do governo com o projeto de lei, ressaltando que o projeto faz parte da agenda mínima prioritária do governo e a importância da sociedade pressionar o Congresso Nacional para garantir sua aprovação.

No âmbito do transporte público urbano
k) A promoção de políticas que garantam o direito ao transporte público de qualidade através de recursos permanentes para o setor. O Ministro das Cidades assumiu o compromisso de apresentar uma minuta de projeto de Lei das Diretrizes da Mobilidade para a próxima reunião do Conselho das Cidades.

l) Barateamento das tarifas do transporte Público. O presidente Lula ressaltou que o tema exige um pacto federativo envolvendo municípios, estados, a União e os empresários de forma a garantir o barateamento das tarifas do transporte público. Como conseqüência, foi realizado um encontro entre a Frente Nacional de Prefeito, o Presidente Lula e o Ministro da Fazenda Antonio Palocci – uma semana depois da Marcha – que tratou do Barateamento das Tarifas, e teve como resultado o compromisso da retomada dos trabalhos do Pacto Federativo envolvendo o MDT, os três níveis de Governo e os empresários.

No âmbito da justiça
m) A questão dos Sem-Tetos em Goiânia. O Ministro das Cidades assumiu o compromisso com a construção de 3.000 moradias para as famílias vítimas do despejo arbitrário e violento ocorrido em fevereiro desse ano em Goiânia (que ainda depende de um acordo que envolve o governo do Estado de Goiás e a prefeitura de Goiânia) e uma visita pessoas no dia 17 de agosto no local.

Pontos da plataforma sem respostas concretas:
> O estabelecimento de metas em termos das demandas dos movimentos de moradia. A plataforma da Marcha propôs o estabelecimento de uma meta de 50 mil unidades habitacionais para 2005 e 100 mil a partir de 2006.

> O descontigenciamento dos recursos para saneamento ambiental, o que exige uma Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) definindo limite de operações de crédito para os tomadores públicos de setor de saneamento, de forma a garantir a aplicação de R$ 3,3 bilhões, já previstos no PPA, para o ano de 2005.

> A criação de um programa de apoio, revitalização e recuperação das companhias estaduais e operadores municipais públicos de saneamento com participação da sociedade e trabalhadores e a desoneração das empresas públicas de água e esgotos em relação ao PIS e CONFINS.

> A criação de equipamentos sociais de apoio às tarefas domésticas, a implementação de uma política de creches públicas integrada à política educacional, e, ainda, a implementação de equipamentos que funcionem e garantam a integridade da saúde da mulher, com pleno atendimento (inclusive nos casos de aborto) e tendo como princípio a valorização e garantia da vida da mulher.

> O descontingenciamento dos recursos do Fundo Nacional de Segurança no Trânsito - FUNSET, hoje em mais de R$ 400 milhões, para investimento em programas de promoção da Paz no Trânsito, e redução de mortos e feridos em razão do trânsito.

> O descontingenciamento de 25% dos recursos da CIDE – Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico, para aplicação nos sistemas de transporte públicos urbano e metropolitanos visando a qualidade do transporte público.

3. Audiência com o presidente da Câmara Dep. Severino Cavalcante
Foi um rápido encontro, onde o presidente da Câmara dos Deputados, Dep. Severino Cavalcante recebeu uma delegação da Marcha (20 pessoas) e afirmou a disposição de garantir a tramitação e a votação dos seguintes projetos:
> PL 5296/05, que cria a Política Nacional de Saneamento Ambiental;

> PL 3057/00, que revisa a lei de Parcelamento do Solo (6766/79);

> PL 5085/05, que concede Vale Transporte para o trabalhador desempregado pelo mesmo período do seguro desemprego;

> PL 50 85/05 que institui o Vale Transporte Social, que visa garantir a mobilidade para as famílias beneficiárias do Bolsa Família que não conseguem ter acesso ao transporte público;

> PL 884/03, que estabelece regras para a aplicação de recursos em empreendimentos habitacionais de interesse social sob regime de mutirão e auto-gestão.

4. Audiência com o Ministro do Trabalho
A Marcha (10 pessoas) foi recebida pelo o Ministro do Trabalho Luiz Marinho e um assessor. A discussão foi positiva, resultando nos seguintes compromissos:

> A implementação de programas de qualificação profissional. O Ministro Luiz Marinho assumiu o compromisso de dar transparência aos projetos relacionados à juventude, divulgando os mesmos para o Fórum Nacional de Reforma Urbana e para as entidades nacionais.

> Convênio com as entidades nacionais para capacitação de lideranças que atuam em programas de auto-gestão nas produções habitacionais. O Ministro assumiu o compromisso de aprovar um projeto encaminhado ainda esse ano, para ser desenvolvido em 2006.

> Política de recuperação do valor real do Salário Mínimo. O Ministro registrou que essa é uma pauta mais ampla que está sendo discutida com os sindicatos.

> Criação de uma política de incentivos às cooperativas, associações e pequenas empresas de trabalhadores da construção civil para construção habitacional, articulado à política habitacional do Ministério das Cidades. O Ministro Luiz Marinho assumiu o compromisso de realizar um fórum para discutir a alteração de algumas cláusulas que dificultam a criação das cooperativas.

5. Audiência com o Ministro das Minas e Energia
A Marcha (10 pessoas) foi recebida pelo Secretário executivo do MME, Nelson, pelo secretário executivo adjunto, Antônio e pelo diretor do programa Luz para Todos, Aurélio Pavão.

A delegação da Marcha apresentou a plataforma relacionada ao tema e depois foram discutidos encaminhamentos voltados para a garantia de energia elétrica para assentamentos populares de baixa renda.

O secretário executivo do Ministério assumiu o compromisso de trabalhar com sua equipe técnica, em diálogo com o FNRU, com o objetivo de elaborar uma proposta de projeto de Lei para criar uma tarifa específica de energia elétrica para o sistema metro-ferroviário, bem como para estudar formas de barateamento do Diesel para o transporte público.

6. Audiência com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
A Marcha (08 pessoas) foi recebida pela assessora da Secretaria Especial, Tereza Sousa, em razão da Secretária Nilcéia Freire estar participando de um evento no senado. A representante da Secretaria apresentou os principais programas atualmente desenvolvidos e escutou as reivindicações da Marcha. Não foram assumidos compromissos concretos.

7. Audiência com a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial
A Marcha (10 pessoas) foi recebida pela secretária especial da SEPPIR, Matilde Ribeiro, e pelo responsável pelo trabalho com Quilombos, Carlos Trindade. Os representantes da Secretaria apresentaram os principais programas atualmente desenvolvidos e escutaram as reivindicações da Marcha. Não foram assumidos compromissos concretos.

8. Audiência com o Ministro da Justiça
A Marcha (07 pessoas) foi recebida pelo Secretário Adjunto Substituto do MJ, Paulo Machado, pelo Secretario Executivo do MJ, Byron Prestes Costa, e pelo Chefe de Gabinete da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Dagoberto Albernaz Garcia. Os representantes da Marcha apresentaram a plataforma de reivindicações, centrada na formulação da política nacional de prevenção aos despejos forçados e na assistência jurídica gratuita. Os representantes do Ministério da Justiça se comprometeram a responder, por escrito, as reivindicações apresentadas.

9. Audiência com a Secretaria Nacional de Juventude
A Marcha (21 pessoas) foi recebida pelo Secretário Nacional Luiz Alberto de S Cury, a Subsecretária Nacional de Juventude Regina Novaes, e o Assessor da Secretaria Edson Pistori. Após uma apresentação dos projetos atualmente em curso na Secretaria, a Marcha apresentou suas propostas. Ao final, ficou acordado que o FNRU deveria enviar, até o dia 30 de Agosto, uma 1ª proposta do projeto do Encontro Nacional de Juventude da Reforma Urbana para, em parceria com a SNJ organizar este evento ainda este ano.

10. Audiência com a Caixa Econômica Federal
A CEF não deu resposta nenhuma quanto às mudanças de regras que viabilizem o programa. Informou que dos 812 grupos apenas 182 entregaram alguma proposta que possa vir a ser viabilizada nas agências da CEF. A Comissão da CEF presente propôs apenas para tentar resolver os problemas:
> Uma nova rodada de seminários regionais nos estados, buscando resolver os problemas nos projetos e fazer a articulação CEF, grupos beneficiários e prefeituras locais;

> Informou que destacou um técnico da CEF que está buscando agilizar e resolver os problemas de cada grupo: Sérgio Klenitz tel: (61)3414-6987 e-mail: gecri05.creditosolidario@caixa.gov.br Sérgio pediu que fosse encaminhado para ele todos os problemas que cada grupo está enfrentando. A Secretaria do FNRU ficou de levantar junto aos 04 movimentos a situação/problema dos grupos. César Ramos (CEF) também, colocou-se à disposição: Tel (61)2108-1716 antonio.santos@cidades.gov.br

A Comissão da Marcha presente enfatizou a necessidade do programa Crédito Solidário sair do papel, até, no máximo, a 2ª Conferência Nacional das Cidades.

11. Lançamento da Frente Parlamentar pela Reforma Urbana.
No dia 16 de agosto, às 17h30, no auditório da Câmara dos Deputados, foi lançada a Frente Parlamentar Nacional pela Reforma Urbana, que teve na sua organização o apoio e o incentivo do Fórum Nacional de Reforma Urbana. A Frente é formada por deputados e senadores, “com uma base programática que estabeleça um efetivo vínculo com o movimento popular pela reforma urbana e promova a intermediação de suas demanda com o parlamento”, como afirma o Manifesto de Lançamento da Frente.

Fazem parte da Frente Parlamentar Nacional pela Reforma Urbana os seguintes parlamentares:
Dep. Federal Zézeu Ribeiro (PT-BA) – presidente ; Senador João Capiberibe (PSB-AP) – secretário geral; Senador Saturnino Braga (PT-RJ); Dep. Federal Maria do Carmo Lara (PT-MG) ; Dep. Federal Inácio Arruda (PCdoB-CE); Dep. Federal Jakson Barreto (PTB-SE); Deputado Colbert Martins (PPS-BA); Deputado Júlio Lopes (PP-RJ); Dep. Federal Jamil Murad (PCdoB-SP); Dep. Federal Roberto Gouveia (PT-SP); Dep. Federal Luciano Zica (PT-SP); Deputada Dra. Clair (PT-SC); Deputada Luci Choinacki (PT-SC); Deputado Ricardo Berzoini (PT-SP)