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Enviada
04/02/2010 América
Latina e Caribe uma Região de Paz Reunidos em Porto
Alegre, Brasil, nos marcos dos eventos comemorativos do 10º aniversário
do Fórum Social Mundial e frente a uma nova escalada agressiva
do imperialismo, nós dos movimentos sociais e populares, redes,
organizações das mais distintas finalidades, nos encontramos
novamente em uma campanha como a que realizamos contra a ALCA, para
afirmar que a América Latina é uma região de Paz,
para dizermos fora às bases militares estrangeiras! Há mais de
uma década, a América Latina vive um processo de mudanças.
Cresce a luta por sua soberania, por direitos e o bem-estar de seus
povos. Ao mesmo tempo, o imperialismo estadunidense e seus aliados aumentam
as ameaças aos povos e empreendem uma reação conservadora
contra as transformações políticas que estão
em curso. Neste contexto,
temos visto: A ampliação da presença militar dos EUA na região busca, além de intimidar os processos políticos de transformação na região, posicionar sua força bélica em zonas estratégicas de grandes riquezas naturais, como a biodiversidade da região amazônica e o petróleo encontrado em águas profundas do Atlântico Sul. Trata-se de um verdadeiro
atentado à paz, à segurança e à soberania
de todos os países da região. Muito ao contrário
do que difundem os círculos de poder e as forças conservadoras,
o mundo não se tornou um lugar pacífico, seguro e nem
estável. Pairam sobre a humanidade graves ameaças que
põem em cheque a paz mundial, a segurança internacional,
a democracia, a justiça social e a soberania dos povos e nações. Na Ásia Central,
os Estados Unidos e seus aliados da OTAN incrementam os efetivos militares,
intensificam a ocupação e a guerra, que inclui bombardeios
e ações de terra arrasada contra a população
civil. O Iraque continua em chamas, transformado em protótipo
do novo tipo de colonialismo militarizado inaugurado na era Bush e continuado
pelo governo de Barak Obama. Na Palestina, o
povo mártir com seu território ocupado pelo Estado de
Israel é vitima de um genocídio, que acontece com o consentimento
e a tolerância das potências estadunidenses e européias. Enquanto se ataca o direito internacional, a militarização atinge inauditos patamares. Crescem as despesas militares, multiplicam-se os artefatos nucleares, os Estados Unidos engendram novos planos de defesa antimísseis, a OTAN ratifica seu caráter agressivo, cresce a presença naval dos países imperialistas no Oceano Índico, enquanto que a África torna-se ainda mais vulnerável com a criação do AFRICOM, o comando militar dos Estados Unidos para o continente. Uma imensa rede de bases militares estende-se em todo o planeta. Todo este poderio
não é uma necessidade do mundo, mas do sistema econômico
que o império impõe ao mundo. Os objetivos são
os que sempre moveram o sistema imperialista - o controle dos recursos
econômicos, das riquezas nacionais, o domínio dos mercados
e a luta contra as transformações sociais. A crescente militarização representada pelas mais de 800 bases militares estadunidenses ao redor do mundo faz parte da estratégia do imperialismo de saída da crise econômica e política, de preservar seu modelo econômico, mantendo-se como potência hegemônica no mundo, utilizando, se necessário, a força para garantir tais objetivos. As nossas organizações
sociais condenam energicamente a escalada do militarismo. Temos profundas
convicções democráticas, solidárias e de
defesa da paz. Os povos tomam consciência de que a paz, oposta
à militarização e às guerras imperialistas,
é não só um valor a defender apaixonadamente, como
um meio indispensável para assegurar a sobrevivência e
o desenvolvimento da humanidade com justiça social, democracia,
direitos universais, distribuição da renda e da riqueza
e soberania nacional. Reafirmamos neste
momento que o Haiti não necessita de intervenção
militar e sim de que se respeite sua soberania, chamamos todos os países
a realizarem uma cooperação solidária, com médicos,
professores e outros profissionais a serviço do povo haitiano. Como latino-americanos
patriotas e comprometidos com a solidariedade entre os povos, queremos
dar a nossa contribuição à concretização
destes nobres ideais e fazer da América Latina um território
de paz e livre de bases militares estrangeiras. América Latina
e Caribe - uma Região de Paz! Fora bases estrangeiras! Para aderir envie
um e-mail para: americalatinadepaz@gmail.com Adesões até
o dia 08 de fevereiro. |
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