Entidades exigem solução para alagamento em Teresina

O problema de alagamento de ruas e casas na comunidade Alto da Ressurreição, zona Sudeste de Teresina, permanece por mais de 12 anos. A situação é mais grave devido à alta incidência de casos de dengue. Na tentativa de resolver a questão, o presidente da Associação de Moradores, Antonio Pereira da Silva, solicitou uma visita do representante da Prefeitura de Teresina para constatar a gravidade da situação.

O superintendente João Pádua, da Superintendência de Desenvolvimento Ubano –SDU Sudeste esteve na comunidade, mas não definiu nenhuma ação para resolver o problema nesse período de chuvas.

O presidente da Federação das Associações de Moradores do Estado do Piauí – Famepi, Raimundo Mendes, afirma que a comunidade tem mais de 200 famílias, as ruas não são calçadas e ainda existem casas de taipa. “Faz muitos anos que as associações de moradores dessa área solicitam providências do poder público, mas não foram atendidas”, diz.

Ele explica que é necessário a construção de uma galeria na rua Ferroviária para resolver o problema do excesso de água nas ruas, o que evitaria o alagamento das casas. “As entidades irão continuar com as reivindicações e por enquanto iremos aguardar a resposta da Prefeitura”, adianta o presidente.

Vivendo no Alto da Ressurreição há mais de 11 anos, Reijane Leda Pereira, informa que todo ano as ruas e casas ficam alagadas. “Já teve chuva que provocou alagamento de mais de um metro. É o maior sofrimento porque a água também traz o lixo”, relata, acrescentando que as crianças ficam doentes e em todas as casas os moradores já tiveram dengue.