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19/03/2009 A Reforma Urbana e o Pacote Habitacional Tendo em vista o anúncio, por parte do Governo Federal, do pacote habitacional visando a construção de 1 milhão de moradias, o FNRU entende que é necessário refletir sobre as medidas divulgadas pela imprensa, na perspectiva da reforma urbana e da promoção do direito à cidade. A
construção de 1 milhão de moradias, face ao déficit
habitacional brasileiro e a conjuntura de crise internacional vigente,
pode se constituir em importante medida de promoção do
direito à cidade, de combate ao desemprego e de inclusão
social, desde que o programa atenda prioritariamente os interesses populares,
composto pelos segmentos sociais de baixa renda e pelos sem-teto. Nesse
sentido, é preciso levar em consideração o déficit
habitacional quantitativo do Brasil, avaliado em 7,9 milhões
de moradias; e o déficit qualitativo, avaliado em 10 milhões
de moradias, segundo o Plano Nacional de Habitação, elaborado
pelo Governo Federal, que se encontra em fase de finalização.
4.
Prioridade para a Produção Social da Moradia, assistida
tecnicamente com base na lei federal 11.888/08. 6.
Que as concessionárias de serviços públicos de
saneamento e energia sejam obrigadas a implantar a infra-estrutura de
abastecimento de água, esgotamento sanitário e energia
nos programas de habitação popular, tendo em vista que
estes investimentos serão amortizados pela cobrança da
prestação do respectivo serviço aos futuros moradores.
É importante ressaltar que este investimento, que representa
em média 6 % do custo da unidade habitacional, é atualmente
bancado pelos empreendedores (que repassam aos futuros moradores) ou
pelo Poder Público Municipal. Neste sentido, também é
fundamental regulamentar a lei nacional de saneamento ambiental (lei
11.445/07), de forma a viabilizar a universalização dos
serviços de saneamento e o controle social sobre estes. 8. Que os recursos sejam alocados no Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, de forma a garantir que sua utilização seja realizada com controle social, ou seja, com a participação da sociedade organizada. Além disso, deve ser garantido a alocação de mais recursos no programa federal vinculado à "Ação de Apoio à produção social da moradia" e no Programa Crédito Solidário, de forma a impulsionar as ações vinculadas aos grupos autogestionários, organizados em associações comunitárias e cooperativas habitacionais.
9. Redução da burocracia na implementação dos empreendimentos habitacionais e agilização dos procedimentos de contratação, início e liberação das obras.
10. Desapropriação de terras e imóveis com recursos federais, bem como a agilização da disponibilização das terras da União, RFFSA e INSS.
11. Promover o acesso a terra urbanizada para as populações de baixa renda, fomentando programas e processos de regularização fundiária, especialmente aqueles em áreas já reconhecidas como ZEIS pelos Planos Diretores Municipais, viabilizando acesso de recursos destas populações para melhoria e adequação de infra-estrutura, melhoria habitacional e regularização jurídica dos assentamentos.
12. Controle social em todas as fases da implantação das medidas, de modo a buscar evitar o desperdício, o desvio ou a apropriação dos recursos sem nenhum controle pelas empreiteiras, garantindo o início e a conclusão das obras atendendo de fato os que mais precisam em especial, as mulheres, os negros e os idosos.
O FNRU espera que o pacote, quando anunciado, contemple as preocupações aqui anunciadas e que o programa de construção 1 milhão de moradias represente mais uma passo na construção de cidades justas e democráticas. Pelo
Direito à Moradia Digna! Forum Nacional pela Reforma Urbana Nota Pública do SENGE-BA ,sobre o Programa para a construção de 1 milhão de Moradias. Em
decorrência do anúncio por parte do Governo Federal do
lançamento do pacote de medidas para a Construção
de 1 milhão de moradias, o SENGE-BA - Sindicato dos Engenheiros
da Bahia - vêm a público se posicionar em relação
a esta importante medida de combate ao desemprego e de inclusão
social, de modo que os benefícios oriundos do programa não
atendam apenas aos interesses econômicos e imediatos de setores
específicos em detrimento da grande maioria do povo Brasileiro. Considerando
que: 2-
O déficit qualitativo avaliado em 3,2 milhões de moradias
segundo o Plano Nacional de Habitação, já descontadas
as 8,9 milhões de moradias que apesar de se caracterizarem como
assentamentos precários, se tratam de outras vertentes de atendimento
da Política de Desenvolvimento Urbano; 3- O setor de construção civil tem forte impacto na geração de empregos em uma cadeia que envolve os setores de serviços, indústria, comercio, tecnologia e etc.; 4-
Que o emprego gerado na construção civil tem como característica
absorção de forma direta e rápida de trabalhadores
com menor grau de escolaridade e qualificação profissional
e de forma indireta trabalhadores com maior qualificação
profissional e grau de escolaridade; 5-
Que o investimento no setor de construção civil é
uma das formas mais eficazes de combate ao desemprego e promoção
de inclusão social; 6- Que o setor de construção civil é em grande parte constituído de pequenas e médias empresas que são aquelas que mais empregam mão de obra no Brasil; 7-
Que este investimento é capaz de gerar 10 milhões de empregos,
sendo que 40.000 na área de Engenharia; Propomos: 2-
Que o Programa priorize as famílias com renda familiar de 0 a
3 salários mínimos, que é faixa a onde se concentra
90 % do déficit habitacional; 3-
Estabelecimento do Fundo Garantidor para arcar com as prestações
dos mutuários que porventura fiquem desempregados; 4-
Que o Governo garanta mecanismos de subsídios adequados para
a faixa de 0 a 3 salários mínimos, visto que estas famílias
são aquelas que apresentam maiores necessidades e maiores dificuldades
em acessar os programas de moradia; 5-
Que o programa adote mecanismos de sustentabilidade ambiental, como
uso de madeira certificada, de energia solar e racionalização
do uso da água; 6-
Que seja priorizada a Produção Social da Moradia, assistida
tecnicamente com base na lei federal 11.888/08; 7-
Que seja priorizada alocação de recursos nos grandes centros
urbanos, nas áreas centrais e infra-estruturadas, de modo que
os setores privado e público priorizem a implantação
de moradias em locais com serviços de saúde, educação,
transporte, saneamento básico, revertendo a tendência atual
de concentrar os empreendimentos de moradia popular em áreas
distantes e sem infra-estrutura urbana e social e provocando o aumento
da segregação e da violência urbana; 8-
Que as concessionárias de serviços públicos de
saneamento e energia sejam obrigadas a implantar a infra-estrutura de
abastecimento de água, esgotamento sanitário e energia
nos programas de habitação popular, tendo em vista que
estes investimentos serão amortizados pela cobrança da
prestação do respectivo serviço aos futuros moradores.
É importante ressaltar Engenheira
de Alimentos Márcia Ângela Nori Engenheiro
Civil Ubiratan Félix 06 de março de 2009 A
Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas - FNA,
acompanha atentamente pela imprensa nacional, as notícias acerca
do Plano Habitacional do governo federal e nesse momento em que ele
se desenha no seu aspecto final, temos a declarar para os arquitetos
e urbanistas, para a sociedade, para a imprensa e para o país
que: 2.
Que o PLANHAB deva ser considerado como peça central do pacote
pois nele concentramos esforços, estudos, recursos e 3.
Que recursos para ASSISTENCIA TÉCNICA devam ser alocados em quantidade
suficiente para alavancar os processos 4.
Que a Produção Social da Moradia com assistencia técnica,
receba recursos ampliados do Pacote; 5. Que a comunidade técnica - em especial nós arquitetos - , também sejamos ouvidos no processo que a Casa Civil implanta, em ouvir a sociedade. Brasília, 10 de março de 2009 Ângelo
Arruda |
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