Enviada 07/05/2009

A CONAM E O PROJETO MINHA CASA, MINHA VIDA

O programa Minha Casa Minha Vida de um milhão de casas foi lançado no dia 25 de março pelo o Governo Federal, com investimento de 34 bilhões, tem como objetivo enfrentar a crise econômica internacional e diminuir em 14% o déficit habitacional.

Com um déficit habitacional, estimado em 7,9 milhões de moradias, o programa é sem dúvida de grande relevância social, pela primeira vez na história desse País um governo se compromete com um programa e investimento dessa grandeza, focada numa política social tão importante que é a habitação, onde irá atender famílias com renda de 0 a 10 salários mínimos, com prioridade para as famílias de 0 a 3 salários mínimos.

Este programa é o resultado de décadas de luta do movimento pela reforma urbana que se pautou na luta pelo desenvolvimento econômico, pela nossa soberania, por um amplo processo de reforma urbana, pela ampliação dos direitos sociais e pelo fortalecimento da democracia, fomos protagonistas na campanha que coletou mais de um milhão de assinaturas que resultou na aprovação do PL 2710 de iniciativa popular que criou o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), na elaboração e aprovação do Estatuto das Cidades, na criação do Ministério das Cidades e do Conselho Nacional das Cidades.

Um programa social deste porte contribui objetivamente no enfrentamento à crise econômica, gerando emprego, distribuindo a renda e melhorando sensivelmente à qualidade de vida da população.

O programa destina 400 mil unidades às famílias de 0 a 3 salários mínimos, faixa que concentra 90% do déficit habitacional, setores esses que sempre foram excluídos das políticas habitacionais tradicionais, onde sempre foi centrada na oferta de subsídio e créditos individualizados.

Outro aspecto importante do programa é que ele apresenta dispositivos legais para enfrentar as dificuldades encontradas nos processos de regulamentação de favelas e loteamentos irregulares que sempre dificultaram a titulação das famílias mais pobres, como também subsídio integral com isenção do seguro, isenção dos custos cartoriais para registro de imóveis, além de garantir que o imóvel seja em nome da mulher.

Importante destacar que o êxito desse programa dependerá dos Estados e Municípios disponibilizarem suas terras, pois a preocupação é não deixar que a especulação imobiliária seja a tônica desse processo, nesse sentido mais do que nunca se faz necessário à participação do movimento comunitário na fiscalização do programa, exercendo o controle social.

Por isso é necessário elevar nossa a compreensão da necessidade em transformar esse programa de governo em uma política de Estado, articulado com o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social, Sistema Nacional de Política Urbana, (em construção) com o Plano Nacional de Habitação e da PEC da Moradia que propõe a vinculação de recursos para habitação.

Esta é a garantia, de que a habitação, será tratada como questão social, e de interesse de toda sociedade.


São Paulo, 07 de Maio de 2009.

Diretoria Executiva da CONAM