Enviada 02/05/2008

A CONAM e o Fórum Social do Mercosul

De 26 a 28 de Abril, a cidade de Curitiba foi transformada na sede do Fórum Social do Mercosul. Através de painéis, mesas especiais, reuniões, plenárias e oficinas, com shows e apresentações culturais, o evento reuniu líderes e representantes de movimentos sociais latino-americanos em torno do debate sobre a integração na América Latina.

Para Carlos Maia, coordenador da CONAM no Paraná e da coordenação do Fórum Social do Mercosul, o evento é vitorioso, pois mobilizou 12 países e promoveu o debate de problemas efetivos, os quais as nações das Américas terão de enfrentar nos próximos anos. "Estamos realizando neste Fórum debates em torno de assuntos estratégicos e práticos, como a agenda dos trabalhadores para o desenvolvimento", informou Maia, que priorizou alguns temas a serem perseguidos pela CONAM.

A CONAM participou com seus representantes de uma mesa especial " Habitação e o Direito de Morar" , onde foram debatidos seus desafios e suas conquistas com a participação de outras demais organizações que compõem o Fórum Nacional Pela Reforma Urbana.

Um dos Temas mais concorridos, acompanhado pelos militantes da CONAM foi sobre o papel dos meios de comunicação em nossa democracia brasileira.com a Mesa Especial "TV Pública e Democratização dos Meios de Comunicação" .

Outro Painel que teve a participação de membros da CONAM, foi o painel "Paz e Soberania" reuniu vários líderes de movimentos sociais da América Latina, dentre eles Socorro Gomes, presidenta do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz (CMP). Além de Socorro Gomes, a mesa de debates, coordenada por Joel Benin, também contou com a presença da Argentina Rina Bertaccini, coordenadora do Movimento pela Paz e a Solidariedade entre os Povos (MOPASSOL), Orlando Castilho, coordenador da Campanha pela Desmilitarização das Américas no Paraguai e Ana Janche, coordenadora do Serviço Paz e Justiça (Serpaj) na América do Sul.

Uma preocupação latente apresentada pelos militantes do painel foi a presença de órgãos de inteligência estrangeira na fronteira tríplice (Argentina, Brasil e Paraguai). Tais organismos, segundo Orlando Castilho, coordenador da Campanha pela Desmilitarização das Américas no Paraguai, trabalham para monitorar o fluxo de cidadãos pela região e a movimentação bancária realizada pelas instituições financeiras.

A presidenta do CMP destacou a necessidade de integração entre os povos que, segunda ela, deve ter o propósito de garantir a paz entre os países. "Precisamos buscar e construir iniciativas de integração reais", disse.

Socorro Gomes também falou sobre a necessidade de integração como contraponto ao imperialismo, que usa de seu poderio para praticar o terrorismo de Estado e dominar os povos.
O Evento se encerrou as 18 :00 horas de segunda feira num clima de confraternização de todos os presentes, certos que um Outro mundo é possível, necessário e urgente.

Por Carlos Maia - Curitiba