Enviada 11/03/2010

100 anos do 8 de Março

Em 2010 ano em que comemoramos os 100 anos do 8 de março, data de celebraçao,reflexão e afirmaçao do rumo da luta das mulheres por igualdade, autonomia, liberdade e emancipação social.

No final do século XIX até 1908, uma série de greves e repressões de trabalhadoras marcaram a construção do movimento feminista nos Estados Unidos. O primeiro "Woman's day" foi comemorado em Chicago em 1908, e contou com a participação de 1500 mulheres. O dia foi dedicado à causa das operárias, denunciando a exploração e a opressão das mulheres e defendendo a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres, incluindo o direito ao voto. De novembro de 1909 a fevereiro de 1910, uma longa greve dos operários têxteis de Nova Iorque, liderada pelas mulheres, terminou pouco antes do "Woman's Day", realizado no Carnegie Hall, quando três mil mulheres se reuniram em favor do sufrágio, conquistado em 1920 em todo os EUA.

Neste ano, a socialista alemã Clara Zetkin propôs, na 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação do Dia Internacional da Mulher, que seguiu sendo celebrado em datas diferentes, de acordo com o calendário de lutas de cada país. Em 1914, ele foi comemorado pela primeira vez em 8 de março na Alemanha. Mas, é a ação das operárias russas no dia 8 de março de 1917, precipitando o início das ações da Revolução Russa, a razão mais provável para a fixação desta data como o Dia Internacional da Mulher. Documentos de 1921 da Conferência Internacional das Mulheres Comunistas revelam a proposta de uma feminista búlgara do 8 de março como data oficial. A partir de 1922, a celebração internacional é oficializada neste dia.

Essa história se perdeu nos grandes registros históricos, mas faz parte do passado político das mulheres e do movimento feminista de origem socialista no começo do século. Numa era de grandes transformações sociais o Dia Internacional da Mulher transformou-se no símbolo da participação ativa das mulheres para transformarem a sua condição e a sociedade como um todo.

Neste 100 anos de comemoraçao, lutas e reflexão defendemos a integralidade do Programa Nacional de Direitos Humanos, a Lei Maria da Penha e o Pacto Nacional de Combate a Violência contra a Mulher. Na luta pela Reforma Urbana tendo como expressão a Pec 285 da Moradia Dgina e mais investimentos em políticas sociais, saúde, saneamento, habitação, educação, creche pública entre outras reivindicações.

Também temos um grande desafio pela frente que são as eleleições de 2010. Por tanto é importante considerar o papel das mulheres na construção de um projeto de Naçâo e nesse processo reafirmar as nossas bandeiras de luta.

Comemoremos esta data com a mesma visão de classe que tinha Clara Zetkin na luta das mulheres.

Viva o dia Internacional da mulher!

Viva a luta pela emencipação das mulheres e do povo Brasileiro!

Viva a CONAM !